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sábado, 23 de novembro de 2013

Fantasmas


Cultivo fantasmas,
velhos fragmentos de histórias que não saem da mente. 
Fantasmas vestidos de sorrisos, de lágrimas, de espelho, de dor.
Alimentos esses fantasmas como quem cultiva um jardim, 
acabando por não retirar as ervas daninhas 
que vão crescendo e sufocando pedaços de mim.
Há dias em que tudo é dança de roda e ruídos misturados ao vento...
Há dias em que só os ruins aparecem, 
com suas máscaras transfiguradas de verdades e inverdades.
Fantasmas...
Alguns dizem que eles não existem
mas eu posso apostar que assim como habitam em mim, 
muitos outros habitam em você.

domingo, 13 de outubro de 2013

Presença ausente

Faz muito tempo que não escrevo. Faz muito tempo que não te escrevo.
Entre tantas milhares de coisas que eu tenho pra contar, talvez só uma importe: a de que senti sua falta.Lembro e reconheço ter mostrado um lado amargo e rancoroso na última carta que você nunca leu, mas hoje está sendo diferente.
Eu continuo sem entender muitas coisas, continuo sem esquecer muitas coisas mas nesse momento nada parece ser mais presente do que sua ausência. Ausência de palavras, ausência de calor, ausência completa e dolorida.
Hoje eu queria que você estivesse aqui. Hoje eu te queria sem passado e sem futuro... eu só queria sua presença e nada mais.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O fim?




E se o mundo acabar em 2012 eu não irei o a um show do Nando Reis, nem do Skank, nem do Leoni.

Eu não irei viajar de avião, nem conhecerei a Grécia. Se acabasse em 2012, eu não saberei dirigir um carro, nem guiar uma moto. Não lerei todos os livros que quero. Não conhecerei pessoas que preciso conhecer. Não "voarei" de asa delta, não aprenderei a nadar.
Se tudo acabar em 2012 eu não me vestirei de noiva e não darei a luz a um bebê gorducho. Não terei muitos cachorros em casa e nunca terei me declarado a alguém sem a certeza de ser algo mútuo.

Ok, mundo. Eu sei que as coisas não estão muito boas ultimamente e sei que posso não real realizar todas essas coisas daqui a 20, 30 anos ou em toda a minha vida, mas eu preciso de todas as oportunidades se abrindo para mim a cada dia. Então, se segura aí!

sábado, 18 de agosto de 2012

Reticências





Detesto interrogações, embora as cultive.
Gosto muito de exclamações e as vezes até exagero.
E as reticências... 
Ah as reticências...
Essas me encantam pela liberdade e oportunidade de sempre haver um algo mais...

terça-feira, 24 de julho de 2012

Beleza Relativa




Dizem que beleza é relativo e eu fecho com essa ideia. Atitudes, gestos, charme... há tantos detalhes que fazem soltar os olhos além da beleza física, propriamente dita...
Mesmo assim, há algo que me encanta nesse mundo de pessoas tão belas: a humildade em aceitar que estar dentro de um padrão físico não é sinônimo de soberania. Sou fascinada por pessoas que mesmo tendo uma beleza acima da média, consegue ser natural e humilde. Pessoas que chamam a atenção a partir do momento que adentram pela porta e mesmo assim, sorri com simpatia para os outros, meros mortais.
Mulheres que não olham acima dos ombros fazendo pose de rainha para aqueles que nem sempre estão dispostos a se transformar em súditos. Homens que não agem como se fossem bons demais para respirar o mesmo ar que aqueles que carregam uma beleza comum.
Não, não falo em não se ter noção da própria beleza ou ignora-la por completo como se ela não fosse relevante nessa sociedade focada em aparências. Gosto mesmo é de quem sabe que mesmo sendo um deus(a) grego(a) na terra não deixa de dar um bom dia cativante, um obrigado com verdadeira gratidão, um sorriso ao receber um elogio e se permitem conhecer pessoas normais, de beleza comum e não por isso menos apaixonante. Coisas assim deixam as pessoas mais bela, porque como eu ia dizendo, beleza é algo muito relativo.

terça-feira, 17 de julho de 2012

E se?



Estou viva. Meu coração ainda está vivo, embora ainda mantenha cadeados na porta.
Talvez eu tenha mesmo motivos para alimentar minhas incertezas, mas talvez eu esteja perdendo um pouco da graça de tudo, saboreando de longe em companhia da insegurança. 
A verdade é que eu não tenho o controle de nada em minhas mãos. Não sei exatamente o que se passa, não consigo mensurar nada e quanto mais eu busco respostas, mas me pergunto se entendi corretamente, por que, e se no final de tudo não for nada disso?
E se toda minha visão foi distorcida pela euforia guardada? E se tudo que me parece certo não seja apenas uma possibilidade, remota ou não. Pior, e se EU for apenas uma das possibilidades?
E se a boa educação superdimensiona tudo aqui dentro de mim? E se as respostas já foram dadas mas a cegueira da empolgação me vendou com véus cor-de-rosa, como os tules das bailarinas, romanceando o que é apenas comum?
Seja o momento que for, eu não em canso de me perguntar " e se.."
E me pergunto agora, bem nesse finzinho de texto, se tudo pode ser o que eu quero que seja. E se tudo por como eu quero? E se no fundo, eu sei as respostas e estou buscando incertezas por não ser capaz de acreditar no que é claro? 
E se...
E se?

quarta-feira, 23 de maio de 2012

PLANOS...




Não é irônico como as vezes tudo o que foi planejado cai por terra e o que acontece é exatamente o contrário?
A garotinha que sonhava em ser mulher e que carregava viagens, casamento e valsas na mochila de planos d repente se vê no vazio. Não há cartões postais e nem vestido branco com rendas e laço. As notas musicais simplesmente silenciaram.
A mesma menina que dizia se " casar com 25 e ter filho com 26" hoje mulher, não sentiu a chuva de arroz e tampouco vê chances de ninar um bebê. O script não foi seguido. O protocolo foi quebrado e pulverizado pelo nada que se abateu.
Onde, como e quando tudo foi dar tão errado?
Não há respostas, há perguntas. Não há música, há saliêncio. 
Não há concreto, há abstrato. Não há realidade, há planos.
Planos...
Planos que não se concretizaram. Planos que não respiram, soterrados pela monotonia no dia-a-dia, tendo declarado em seu último fôlego a existência massacrante do nada.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

02/05

Nunca fui muito boa com datas... As vezes elas passam e eu só me dou conta semanas depois. 
Mas algumas, mais do que comemoradas são motivos de reflexão, e hoje eu fico refletindo e imaginando o que seria de mim se não houvesse existido o dia 02/05/09.
Talvez eu não tivesse aprendido a valorizar datas do tipo. Talvez eu continuasse achando que ciúmes não é uma prova (torta) de amor. Provavelmente eu não teria acesso as baladas internacionais, tão famosas nas rádios e nunca teria tido a experiência de ter lido não uma, mas duas obras espiritualistas... não teria certeza de que alguém acredita no meu potencial mais do que eu mesma.
É quase certo também, que eu continuaria a engolir sentimentos achando que isso seria o mais normal, ou continuaria esperando a poeira abaixar e negando qualquer coisa que tivesse por ventura me incomodado. Provavelmente continuaria achando algumas pessoas um saco ou não teria a oportunidade de conhecer algumas outras.
Não teria aprendido que assumir uma qualidade não é falta de educação, e talvez por isso mesmo ouso imaginar o que teria sido de você sem o dia 02/05/09.
Talvez continuasse mostrando apenas seu lado implicante e escondendo uma faceta que eu tanto amo. Talvez não tivesse conhecido uma forma mais branda de amar... Provavelmente continuaria achando que simpatia com estranhos é pura forçação de barra. Talvez não ouvisse um milhão de vezes que cigarro faz mal ( rs).
Teria conhecido Cold Case? Teria aprendido a suportar a cor rosa? Estaria vivendo um momento tão gostoso como o que tem vivido, com uma pessoa que é tão especial para mim?
Temos muito em comum, fomos feitos da mesma matéria com temperos diferentes. Como eu costumo dizer, eu fiquei com o açúcar e você com a pimenta, mas isso são só temperos numa mesma essência. 
Essências que se completam, que se fundem em algo melhor.
Se esta data nunca tivesse acontecido, eu não sei o que seria de mim sem você e também não sei o que seria de você sem mim. Mas uma coisa eu sei: essa data aconteceu. Em meio a febre, em meio a jogo, em meio a provocações... Aconteceu!
Essa data nos uniu, nos marcou, nos fundiu e agora que já refleti os tantos "SE" é hora de comemorar a realidade. Comemorar a sua presença, a minha presença. Comemorar o eu e você que estavam afastados e hoje formam o NÓS!
Um brinde meu amigo, meu irmão... um brinde a nós e ao nosso amor.


domingo, 22 de abril de 2012

Perdão, ainda não.



Ando me perguntando o que deu errado, e mais ainda, o que ainda faz dar errado. Colhi informações aqui e ali, em filmes, livros, revistas e até na minha própria intuição, levantando a hipótese da resposta secreta estar na "magia libertadora do perdão", tão comentada por aí.
Mas como perdoar? Como me livrar do peso que ficou? 
Não, eu não amo. Não, eu não daria meia volta e retomaria o mesmo caminho... mas eu também ainda não perdoo. 
Ainda sinto a alma pegar fogo quando lembro do sabor amargo que me apresentaste. Sabor de humilhação. Ainda desconfio de qualquer movimento ou fala adocicada, por que mesmo não sendo a intenção, acabei acreditando que não era merecedora para tal. 
Compreendo que tenho minha parcela de culpa e as vezes até desconfio de que não há culpa alguma em nenhum de nós, mas seria hipócrita se dissesse que eu perdoo. Não, eu não perdoo. Não perdoei.
Talvez um dia isso possa acontecer, e eu deixe tudo isso no tempo pretérito que deveria estar. Talvez eu me liberte das amarras e cure as cicatrizes que ainda permanecem inflamada longe da superfície. Quem sabe não consiga ao menos sorrir educadamente num encontro casual...
Não vou dizer que ainda dói revirar memórias porque não dói. Nem vou dizer que choro ( ou sinto vontade de faze-lo) por não choro, mas também não vou dizer que está tudo bem. Não está.
Talvez, assim como com os dependentes, o primeiro passo seja a aceitação para depois o perdão. E hoje eu sei que estava enganada quando achava que tinha esquecido e perdoado. Esqueci, mas não perdoei. E agora que entendo isso, quem sabe um dia o verdadeiro perdão não chega? Quem sabe eu perdoe você e perdoe eu mesma por permitir que tudo isso me atingisse em tamanha dimensão. 
Mas não hoje... Hoje, infelizmente, nenhum de nós tem o meu perdão.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Sim, eu tenho peito!


" Eu te deixo ser, deixe-me ser então" C.L




Nunca fui um exemplo de boa auto-estima, e o mais interessante é que todas as minhas características viraram defeitos por que alguém me avisou que elas não poderiam ser como são. Passei toda a infância sonhando em fazer um rabo-de-cavalo bem alto na cabeça, mas tudo que fiz foi cara feia para minhas orelhas, que disseram ser grandes demais.
Passada essa fase, me disseram que meu o quadril era grande demais. Que eu tinha barriga demais, peso demais e eu vítima de toda essas  informações estampadas nas revistas e vendidas na t.v como garantia de felicidade as absorvi. Hoje, ao rever algumas fotos de dez, oito anos atrás consigo ver o quão bonita eu era e quanto tempo eu perdi, me achando feia e indigna de qualquer elogio.
Submersa a tantos resiquios da época, tenho reagido ao que parece incomodar tanta gente menos eu: o tamanho dos meus seios. Minha coluna não reclama, meus olhos não reclamam e eu não entendo por que as pessoas a minha volta resolveram reclamar.  
Confesso estar muito cansada de responder aquela tia chata ( tenho certeza que você tem uma!), a amiga, ao amigo e até a minha mãe que não, eu não vou operar. O motivo: Eu não quero. Mas não quero também ficar ouvindo que eles são grandes demais, que se operasse ficaria mais magra, que poderia usar qualquer roupa, que poderia arrumar um namoradinho. Cansei de associarem meu estado civil ao meu corpo, cansei de se preocuparem com aquilo que não me preocupa.
Há quatro anos atrás, apresentei minha monografia prometendo a mim mesma fazer o que tivesse ao meu alcance para que as crianças de todas as etnias, crenças, cores e condições financeiras tivessem o direito de serem elas mesmas, dando o mesmo direito ao colega ao lado. Não só por essas crianças, mas por mim mesma e pelo que eu acredito eu fico com meu soutien 48. É essa quem eu sou, que me aceitem e que me amem, exatamente assim.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Solteiras



Há muito não escrevo nada tão crítico por aqui, publicando apenas as vozes da alma, mas desta vez não resisti, até porque, minha alma não se limita a questões afetivas do coração... Minha alma é cheia de opiniões.
Uma pesquisa realizada pelo IBGE  e publicada na Folha de São Paulo no dia 15/01/2012 mostra que quanto maior for o nível de instrução de uma mulher, mais chances desta ser solteira. Essa pesquisa, por si só, já me deixa bastante incomodada por imaginar quais são as razões para isso acontecer, mas surpresa maior eu tive com os comentários que recebi ao compartilhar a notícia no Facebook. 
O primeiro deles, veio de um rapaz que mora em meu bairro: " As burras são as melhores" disse ele...
As meninas completaram ao compartilhar " Vamos todas parar de estudar", " PQP, pra que eu fiz facul?" entre outras.  
Não sou feminista, mas me sinto agredida ao ler este tipo de coisa. Nós mulheres, reclamamos por receber menos comparado ao homem, reclamamos por ainda sofrer preconceito em determinados lugares, em determinadas profissões... E o que fazemos? Achamos graça nesse tipo de pesquisa e mal paramos para analisar o porque é assim.
Até que ponto estar acompanhada vale mesmo a pena? 
Ainda ontem, lendo um livro que uma amiga me intimou a ler, dizendo que ia me fazer bem e mudar minha vida, me deparei com a seguinte fala:
" Se o seu homem for extremamente suscetível, não mate nem um inseto quando ele estiver perto. Não troque um pneu. De preferência, não troque uma lâmpada. E se alguém fizer uma pergunta a vocês dois, morda a língua e deixe que ele responda" (Por que os homens amam as mulheres poderosas, p.68)
Em outras palavras: Continue sendo submissa e sem personalidade na frente dele. Isso é ser poderosa? 
Que minha amiga me desculpe, mas o livro é péssimo! Além de joguinhos bobos de sedução, parece ter sido escrito há décadas atrás. 
Sendo assim, eu que vinha reclamando de estra solteira há tanto tempo, mudei de opinião. Se for para podar quem eu sou, o que eu penso, minhas chances de crescer culturalmente... que eu fique solteira por bem mais tempo.
Não por que sou auto-suficiente, mas porque não quero ao meu lado um homem que tenha problemas com minha graduação, minha busca pelo saber. Um homem que se incomode com o fato de eu responder uma pergunta direcionada aos dois. Como sei que há casos e casos, e que nem todo homem é assim, eu espero. Não tenho pressa... Pena mesmo, é ver tantas amigas pensando diferente de mim e aceitando que o machismo ainda se faça presente entre nós em pleno 2012.
Solteira? Sim, sou. 
E quer saber? Com o maior orgulho!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Tudo novo de novo



Um novo ano se inicia e talvez junto com ele, um novo ciclo em minha vida. 
Armários arrumados, roupas dobradas e tudo aquilo que não me serve mais separado para ser mandado embora. Tudo: roupas, sapatos, ursinhos de pelúcia e "casos de amor e amizade".
As palavras há tanto guardadas já foram ditas, enfim. A máscara da suprema satisfação começa a ficar um pouco incômoda e ao aspirar a poeira dos objetos, acabo por tirar também a poeira do peito, já quase engessado.
Eu não sei dizer quantas vezes ensaiei esse recomeço. Não faço ideia do número de vezes que repeti para mim mesma o mesmo discurso, enquanto calava sentimentos e emoções na tentativa de faze-los desaparecer pelo fato de nunca terem voz.
Um novo ano se inicia...
Dessa vez sem promessas e sem metas. Sem flores de oferenda ou sete ondinhas puladas.  Um novo começo com coração, portas e janelas abertas, chão varrido e um leve perfume no ar.  Um novo começo com uma anfitriã pronta para receber a visita do novo, da melhor maneira possível. 

sábado, 5 de novembro de 2011

Partir



E mesmo que você não queria, há momentos em que se precisa partir. Deixar para trás pessoas que marcaram sia vida e momentos que te deixaram em estado de graça. As vezes a vida vem bater a porta e dizer que ela não parou só porquê você quis dar uma pausa.
Já parti algumas vezes, quase sempre engolindo o choro e fixando o olhar num ponto qualquer, tentando convencer a mim mesma que o retorno existiria. E quase sempre existiu. Quase sempre...
Exatamente aqui nesse blog, no ano de 2007 eu postei um pequeno texto falando do momento de partir (  Vide aqui!). Uma partida dolorosa, que me deixava a sensação de que nunca mais iria voltar. Lembro-me do desespero de querer se ver livre de tanta lágrima que surgia em meus olhos, desejando não estar sendo observada por ninguém. Lembro-me de repetir para mim mesma que eu voltaria em duas, três semanas. Já se foram quatro anos e eu nunca mais retornei- nem retornarei.
 A ironia disso tudo? Não retornei, mas demorei para partir, de fato. Você só parte se você se deixar partir. Sair de cena é bem mais do que tirar o corpo físico do cenário principal. É apagar as músicas, deixar que as lembranças sejam apenas lembranças, não as revivendo a cada segundo. Partir de fato, é fechar as portas e não voltar, seja por pensamento ou por ações. E eu não estou preparada para partir. Senti o mesmo desespero de que não voltaria mais. Senti a mesma agonia de ter que me despedir do chão e do ar, sabendo que eles jamais tocariam meu corpo novamente. 
Mas o coração... O coração fica, quem sabe desta vez para me provar que eu estou totalmente equivocada e um dia retornarei. Quem sabe...

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Das cartas que você nunca lerá



Essa é só mais uma daquelas cartas que você nunca lerá, numa tentativa falha de voltar no tempo e falar tudo o que não foi dito nesses anos. Eu só queria registrar o quanto tudo isso é injusto e o quanto aquela máxima que diz que a vida não é justa é tão verdadeira e fiel a realidade. 
Não é justo. Não é justo comigo mesma pensar tanto em você nos últimos dias  tentando imaginar seu trabalho, seu cotidiano, sua vida. Não é justo comigo que nessa história toda o meu mundo tenha se afunilado enquanto o teu tenha se expandido. Não é justo que só você tenha tido um final feliz.
Não é justo que a vida não tenha parado, estática no tempo...
Sabe, meu bem, hoje eu sou loira. Sou uma pedagoga concursada na área que eu tanto queria. Eu ainda ouço MPB, ainda adoro chocolate e ainda durmo tarde.
Não tenho mais ido a praia com tanta frequência, não tenho mais a mesma melhor amiga e não me apaixonei mais. Também não chorei mais... Aquela melancolia infundada desapareceu.
Lembro-me que você queria mudar o mundo e me pergunto se conseguiu ao menos mudar as coisas ao seu redor. As vezes é bem complicado, não é?
Talvez pela proximidade da data tenho me surpreendido pensando em você, imaginando você, lembrando de você. Meus pés ainda doem a noite e sentem falta de suas massagens. As vezes meu corpo sente falta do teu peso e então eu me sinto sozinha. 
Ainda tenho lido demais, me contentando com romances dos personagens do livro, imaginando o porquê não acredito mais que isso possa ser real. 
Ainda te odeio. Não, eu não te odeio, mas deveria odiar e isso me assusta. Me assusta pensar que será sempre assim. Me assusta pensar que tenha roubado meu encanto, minha leveza, minha capacidade de acreditar.
Preciso dizer que voltei a beber. Lembra de quando nos conhecemos? Tudo que eu mais queria naquela noite era uma cerveja. Ainda bebo cerveja. E vinho, e ice e coquetéis coloridos, o que me faz lembrar que amanhã será dia de brindar. Quatro anos se passaram e eu sobrevivi, mesmo acreditando que morreria. Quatro anos se passaram e algumas feridas continuam iguais. Quatro anos se passaram e eu estou aqui, no mesmo blog, com uma boa dose extra de sentimentalismo barato, que tende a desaparecer com os dias...
Brindemos então. Brindemos a mim, brindemos a você... Brindemos a mais uma carta que você nunca lerá.
Tintim! 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Protagonista


Nunca fui uma das pessoas mais exigentes do mundo. Sempre aceitei o papel de coadjuvante sem reclamar, feliz por pelo menos ter um lugar para ocupar. 
Depois dos meus 15 anos, nunca me senti a amiga número 1 de alguém, talvez por nunca ter realmente sido considerado uma. Pouco depois fui deixando der ser a grande paixão, o grande amor...
Não sou figurinha certa no álbum de fotografia de ninguém, não recebo o primeiro pedaço de bolo, não sou a primeira a ser convidada- as vezes até se esquecem. E mesmo assim as coisas acabavam fluindo bem.
O problema é que ando cansada. Cansada de ser lembrada nos momentos em que é preciso desabafar. Cansada de ser convidada quando ninguém mais aceita o convite.  Cansada da vida de suplente, esperando um imprevisto para ocupar o lugar. Cansada das sobras, dos bastidores e da menção honrosa.
Mais do que nunca é hora de assumir o papel principal... Então que seja eu mesma a me dar o primeiro lugar. E se todo aquele papo de que é necessário se amar primeiro e " blá blá blá" não for verdadeiro, pelo menos eu terei sentido o gostinho de ser a protagonista de uma história de amor sem medidas; Por que é sem medidas que eu vou me amar.
E que assim seja.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Uma questão de comparação





Como a maioria dos mortais não gosto de ser comparada. Gosto de ser eu e tenho esse direito. Mas existem aqueles momentos em que é inevitável comparar. E em muitas vezes são esses momentos que me mostram verdades que eu finjo não existir.
Já conheço aquele papo de que cada ser é único e que não se deve comparar. Ok, eu concordo. Mas continuo comparando, e consequentemente, enxergando.
É pela comparação que percebo onde ando falhando, onde ando pecando. É pela comparação que tenho consciência da dimensão de alguns sentimentos tanto meus como de outras pessoas. As vezes é difícil confiar nas palavras e é quando comparo atitudes que percebo o que é real.
Talvez seja esse um bom exercício. Talvez seja um grande erro.... Talvez seja mesmo uma necessidade.
E enquanto eu não descubro, vou andando e comparando, dando adeus ao que achar necessário (ou que simplesmente não me merece) , na certeza de que não importa como, andar é melhor do que ficar parado.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A fórmula do amor



♫ Se eu não perdi nenhum detalhe, onde foi que eu errei?
 Ainda encontro a fórmula do amor ♫


Tenho indagado a mim mesma onde foi que eu errei. Não, eu não sou uma desesperada. Mas sinceramente acho que há algo de errado comigo - ou com o mundo? rs
Utilizando das palavras trocadas com um amigo num momento crítico: " Não sou nenhum exemplo de padrão de beleza, mas também acredito que não sou tão horrenda assim. Trabalho, ganho meu dinheiro e não depende que me sustentem. Então me diz, onde está a porcaria do problema?".
Eu sinceramente não sei bem como tudo isso deveria funcionar... 
Vejo pessoas reclamando de mulheres ciumentas, barraqueiras e afins, mas são justamente estas as escolhidas para um relacionamento mais sério.  Mas estou aqui para falar de mim. Falar desta espera interminável pelo amor. 
Parece amargura, mas não é. Mas dizer que estou feliz com tudo do jeito que está é hipocrisia. Uma mulher dificilmente estará...
E tudo que eu queria agora era uma receita, uma fórmula, um segredo para as coisas darem certo. Só que não há, e tudo isso que lemos nas revistas não passa de teorias falhas ...
Por isso eu cansei. Cansei de ler no horóscopo que o momento é favorável para romance. Cansei de ler nos testes dessas mesmas revistas que sou ótima e blá blá blá
Eu cansei de ouvir que sou exigente quando na verdade não sou, cansei de ouvir que um dia a pessoa certa aparecerá quando esse dia parece nunca chegar, cansei de ouvir que " sou inesquecível" quando na verdade o que parece é que sou a última opção da noite. 
Cansei a ponto de achar que isso de amor simplesmente não acontecerá para mim. 
Cansei. Cansei.
Enquanto eu não descubro a tal fórmula só me resta esperar o tempo passar e esses pensamentos se dissiparem de dentro de mim. Quem sabe até lá eu não descubro a tal fórmula e fico rica? Pelo menos eu não cansei de sonhar! rs


domingo, 7 de agosto de 2011

Eu gosto!

O post de hoje é um memê que a minha amiga Natália (http://destartes.blogspot.com/) me deixou. 
O memê consiste em colocar 10 coisas que você não vive sem, coisas que você mais gosta. Não estão em ordem de preferências, claro. É um exercício bem gostoso de se fazer... Então vamos lá?



1- ♥ Ler ♥


2- ♥ Internet ♥

3- ♥ Amigos ♥

4- ♥ Animais ♥

5- ♥ Maquiagem ♥


6- ♥ Acessórios ♥

7- ♥ Rosa ♥

8- ♥ Chocolate ♥


9- ♥ Dr House ♥

10- ♥ Esmaltes ♥

PS: Não coloquei Deus e família porquê são óbvios demais. Amo tanto que nem preciso citar. 

A regra é passar para 5 pessoas, e eu sou daquelas que sempre burla essa regra. Deixo aqui para quem se interessar. Tenho certeza que vocês irão gostar de fazer...


sábado, 2 de julho de 2011

"Não é a distância que mede o afastamento."




Há alguns dias tenho pensado em como nossas vidas vão tomando rumos diferentes daquele que planejávamos, sonhávamos e desejávamos. Tenho pensado em como pessoas e coisas que nós, inocentemente, julgávamos que teríamos sempre ao nosso lado de repente não mais estão.
Não por acaso li uma frase de Antoine de Saint-Exupéry, autor da grandiosa obra O Pequeno Príncipe que dizia: "Não é a distância que mede o afastamento". E realmente não é... 
Tenho pessoas fisicamente distantes de mim, mas que ao mesmo tempo ocupam um espaço tão grande na minha vida que é como se estivessem ao meu lado. 
Li num blog que não me recordo qual que o que mede o afastamento é o esquecimento. Sábias palavras. Traiçoeiro que é, o esquecimento chega de mansinho, sútil e em pequenas doses. Esquecemos de dar um telefonema, esquecemos de parabenizar uma data, esquecemos de estender um convite e quando nos damos conta já estamos distantes demais para voltar sem grandes alardes, como se nada tivesse acontecido. 
Enquanto isso o esquecido sofre. Sofre não por o outro conseguir viver sem ele, mas sofre por saber que já não faz mais falta. Sofre por saber que na hora do brinde ele não foi lembrado. Sofre por saber que na hora do desespero ou da imensa alegria a presença dele não foi sequer cogitada, mesmo em silêncio. Sofre pela indiferença.
Talvez um dia o lado que esqueceu se dê conta e tente voltar ( se desejar), coisa que não será fácil para este também. Voltar nunca é fácil, implica um estado de consciência e aceitação que nem todos conseguem aguentar. 
E assim, entre esquecimento e afastamentos o tempo vai passando, a vida vai passando até chegar ao ponto de uma reaproximação ser quase impossível, pois, se não é a distância que mede o afastamento logicamente não será a presença física que mede a proximidade numa relação. 
O que nos resta então? Resta-nos zelar por aqueles que acreditamos ser realmente importantes demais para ficarem afastados de nós. Resta-nos um café no final de uma tarde, um e-mail, um telefonema, um cartão.
Resta-nos cuidar para nos mantermos presentes na vida do outro e para mantê-lo presente na nossa própria vida, independente de onde estejam, longe ou perto. Afinal, não basta estar do lado direito, é preciso estar do lado de dentro.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Minha própria solidão



Há quem fuja da solidão e busque refugio em outras pessoas, outras cidades, outras vidas. Eu faço parte do grupo que se sente acolhida por ela e não muito raro vou bater em sua porta para " matar as saudades". Por mais  estranho que possa parecer, é exatamente assim que me sinto: acolhida em meio aos meus próprios pensamentos e emoções, ouvindo só a mim mesma como conselheira.
Na maioria das vezes, embora nem todos os amigos consigam entender ou simplesmente respeitar esse meu momento, é essa solidão que me fortalece. Já não sei dizer quantas vezes precisei explicar que não havia problema algum, que eu não estava chateada com ninguém ou que eu não queria conversar com ninguém, sendo essa última fala causadora de muitos desentendimentos. E apesar de tudo isso, não consigo viver sem esses meus momentos de solidão.
Acredito mesmo que todos deveriam se dar ao luxo da solidão vez ou outra. Se dar ao luxo da própria companhia, de ouvir a voz da alma e de se perceber como elemento principal da própria existência. 
Nem sempre minha solidão é tão lírica ou tão centrada, há vezes também em que eu passo esses momentos assistindo a algum filme superficial que me faça rir ou me deliciando, sozinha, com pratos não tão saudáveis mais extremamente apetitosos. 
Independente de como acontece eu não saberia deixar essa prática de lado. Independente do quanto isso magoe algumas pessoas, o fato de eu não querer a sua companhia naquele momento não invalida qualquer sentimento. A minha solidão é apenas a parada de uma longa viagem numa rodovia movimentada. E o melhor de tudo é que eu sempre volto, recuperada e com um humor bem mais leve como souvenir.
No final, sempre vale a pena! 

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♥MáH♥
Alguém aprendendo a lidar com emoções, sentimentos...alguém aprendendo a viver.
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