topbella

segunda-feira, 8 de junho de 2009

O que me é eterno...


Algumas pessoas entram em nossas vidas e não saem jamais.
O tempo passa... os risos compartilhados diminuem.As palavras se resumem, as horas correm mais velozes. As vezes, esquecemos seus sobrenomes, apagamos o tom de sua voz da memória e nos ocupamos demais no dia de natal.
O mergulho no cotidiano mais próximo é inevitável...Mas não é o fim. Não é o fim, porque nunca haverá um fim. E o que fica então?
O que fica é a sensação de acolhimento no momento mais difícil. É o prazer da companhia num dia cinzento. O que fica é o sabor da gargalhada divida...É a lembrança de uma agradável surpresa.
O que fica, de verdade, é a certeza do sentimento de alguém, mesmo que haja distancia, mesmo que haja tempo.
Corações podem estar separados por ares e mares, podem se passar anos, décadas.... Pode se passar uma vida que no final de tudo, aquela pessoa ainda estará lá... no fundo do coração, sorrindo pra nossa alma.
Isso porque, algumas pessoas entram em nossas vidas e não saem jamais. Obrigada por se fazer eterno.



(Post Dedicado ao amigo Luis. O meu eterno Luis...minha eterna Foca, rs)





domingo, 31 de maio de 2009

Fases


E aí... a gente descobre que tudo é fase.
Fase de jazz, fase de samba. Fase do preto, fase do branco...
Fase do plantio e da colheita.
Descobre que tudo... foi fase.
Fecho os olhos e vejo que os momentos tão belos foi fase. Que os sorrisos tão largos... foziam parte de uma fase. Que a presença foi fase.
Não me disseram que a fase passaria.
Não me contaram que o encantamento quebraria.
Pra ser sincera, meu bem, não me disseram que tudo era fase.
E agora, descobrir tudo isso me dói. Ver que minha imagem está se diluindo, minha voz se distanciando.. minha presença se acabando me dói.
Se a música lhe é fase... se a cor lhe é fase, por que fazer de mim uma simples fase de vida?
Por que entrar na minha vida por inteiro... e só me dar de ti a metade?
Mas se a escolha é esta... só me resta deixar-te ir, e com os olhos marejados torcer para que tenha sido, ao menos, uma fase inesquecível.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

23 anos....


Não sei o que dizer. Não sei o que sentir, nem o que deveria estar sentindo.
Anos atrás, era mais fácil. Os pensamentos viam surgindo, quase no mesmo ritual. Era um doloroso encontro comigo mesma, com o que eu tinha feito de mim, com o que eu tinha me tornado.
Hoje existe uma estranheza em tudo isso. Seja por saber algumas respostas, seja por me orgulhar de saber e de poder responder sem receio. Uma boa história ao meu ver, com direito a tantas emoções que se acabasse aqui, já teria valido a pena.
Pois é... não sei o que sentir. E como não sei....vou esperar que o sentimento venha por si só.
Enquanto isso... vou comemorando.
23 aninhos amanhã ( 14/05).... viva eu!!!!

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Teka minha linda, próximo post eu faço o même... estou atrasada, eu sei. Mas juro que vou fazer!
Bjão0 especial por SEMPRE lembrar de mim!

domingo, 3 de maio de 2009

As janelas da alma


Já me edifiquei com olhares companheiros
que me gritavam " estou com você!".
Já me alegrei com olhos que me sorriam e que me cumprimentavam.
Já me fortaleci por enxergar num olhar
um pedido de proteção...
Já pude eternizar em mim,
o encanto de olhinhos orgulhosos por terem acertado.
Já me arrepiei com olhares frios
me irritei com olhares zombadores
e senti a face ruborizar com olhares cruzados,
num harmônico encontro que parecia fazer o mundo parar.

Já me emocionei com olhares que marejavam
que choravam e que brilhavam.
Já me envergonhei com olhares que só no ato de piscar
pareciam conseguir desnudar.
Já me tranquilizei com olhares de aprovação,
que se abriam um pouco mais,
de forma bem sutil, ao encontrar os meus...
mas também já me desconcentrei com olhares de desaprovação.
Já "ouvi" olhares e já me calei
na esperança de que os meus
pudessem se expressar melhor do que em palavras.
Já me despedi dizendo adeus só com os olhos,
sem saber que, depois de eternizado na alma
o adeus era apenas um até breve.
Eternizei em mim
o abrir de olhos frente ao sol
assim como me será eterna,
a lembrança do fechar de olhos frente a morte.
Olhos...olhares
castanhos, negros, verdes e azuis...
Olhos coloridos... grandes, pequenos, abertos e fechados.
Olhares reais e até olhares virtuais...
Olhares que carregam vida
que desvendam almas.
Olhares que se eternizam em mim
E me fazem querer enxergar cada vez mais a vida lá fora.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Uma carta na tentativa do Adeus...

O atraso das palavras é fruto de uma dor gigantesca que calou minha voz, impediu o adeus. Mas como dizer adeus?

Como imaginar o acordar sem o geladinho do teu focinho no meu rosto? Como imaginar a chegada de uma viagem sem a tua espera no ponto do ônibus junto a minha mãe e aquele monte de pulinhos nas minhas pernas?

Como não lembrar de andar pelo quarto durante a noite com todo o cuidado do mundo, só para não pisar na bola de pelo que sempre me fez companhia? Companhia? A MELHOR companhia.

Ainda lembro bem dos pelos esvoaçantes correndo pela rua sem rumo antes do nosso primeiro cruzar de olhos. O primeiro de muitos que viriam, já que numa prova da existência de amor a primeira vista, foi ali que você passou a ter dona... a ter lar.

O primeiro banho, a primeira tosa. O olhar desconfiado de quem exibia sua primeira gravatinha borboleta. O primeiro latido... tão demorado que eu precisei da ajuda de um ursinho de pelúcia para fazê-lo ouvir. Um cachorrinho tão fofo com um latido tão potente.

O primeiro "ataque" ao namorado que teve a audácia de me pegar no colo, a primeira demonstração de ciúmes... o primeiro desaparecimento, que quase me levou a loucura... e hoje, você não vai voltar mais.

A nossa música... quem vai me acompanhar aos grunidos e uivados os versos do " país tropical, abençoado por Deus"? Quem vai ouvir de mim o " te amo bebê" de todos os dias, quem vai me acompanhar até a padaria, ao mercadinho e até mesmo a lanchonete durante a noite, me esperando deitadinho na porta?

Pra quem eu vou ligar de uma viagem e bater papo toda manhosa ao telefone dizendo que " a mamãe já vai chegar"? Quem vai se espreguiçar o tempo todo e ouvir que é exatamente igual a dona, rs? Quem vai atacar o secador, roubar os ursinhos e as meias de cima da cama?

Ainda não me acostumei ao vazio do quarto, ao silencio das manhãs, ao seu calorzinho no meu colo. Falta um pedaço de mim.

Ver você partir, ali, olhando pra mim, me colocou diante da minha impotência, da dor, do desespero, do obscuro eu confesso.

Mas ter literalmente encontrado você no meu caminho me colocou diante de coisas maiores como o carinho, o afeto, o companheirismo, a responsabilidade... o amor. E é por isso, exatamente por isso que esse adeus de fato nunca chegará. Por que você viverá em mim, nas minhas melhores lembranças... até o fim.

sexta-feira, 20 de março de 2009


Off por uns dias...

Tempo de metarmofose..... tempo de virar borboleta!!!

domingo, 1 de março de 2009

Como eu virei MáH.


Quando pequena, era Pretinha. Um apelido um tanto irônico... já que sempre fui bem branquelinha. Depois, tive meus tempos de Cele... tempos tão bons , de escola, de muitos amigos, de descobertas.

Tive um longo tempo de Marcele. Tempo de menina mulher, um pouco séria, um pouco tímida. Meio melancólica, meio reservada. Um tempo essesncial, tempo comigo mesma.

Mas, já dizia o poeta... o tempo não para. E tenho vivido tempos de MáH. Uma assinatura eletrônica, que de repente tomou proporções gigantes, me transformando no que sou hoje.

Hoje sou a MáH. Mais irreverente, mais brincalhona, mais sorridente, eu acho.

Não que a fantasia da Pretinha tenha desaparecido, não que o encantamento da Cele tenha se esgotado, menos ainda que a seriedade da Marcele tenha se dissipado.

Na verdade, creio eu, que todas convivem juntas, em perfeita harmonia agora.

E é assim que eu assino a partir de hoje. Até que, quem sabe, surja em mim uma nova fase, um novo nome.

Mas hoje... Hoje eu sou a MáH.

MáH Millen.

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♥MáH♥
Alguém aprendendo a lidar com emoções, sentimentos...alguém aprendendo a viver.
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