

quarta-feira, 19 de maio de 2010
Mudando

domingo, 2 de maio de 2010
Meu irmão...

sexta-feira, 16 de abril de 2010
Desapegue-se

Durante essa semana uma situação envolvendo uma das alunas que cursaram a faculdade comigo - e digo assim, porque não se trata de ex-colega, ex-amiga- me fez repensar quanto a essa quase mantra dos dias atuais, que tanto ouvirmos por aí : Pratique o desapego.
domingo, 11 de abril de 2010
O Cara

quinta-feira, 18 de março de 2010
Não morrem em mim...

Não morre em mim o som da risada, o jeito carinhoso como me chamava de Ném. Não morre em mim a lembrança da noite não dormida, justamente por algo que não morreu.
Não morre em mim a mistura de paixão e amizade das noites de verão. As brincadeiras pelo prédio, o silencio que falou por si só tantas vezes e os beijos confusos de quem não sabia bem o que sentia.
Não morre em mim a descrença nas declarações, as lembranças da cidade imperial, a noite sem luar, como cantava o poeta.
Não morre em mim o café derramado, os olhos azuis, o reconhecimento na primeiro encontro de olhares.
Não morre em mim os passeios pela orla, os telefonemas infindáveis, o céu em comemoração, as discussões mais bobas e o amor na sua forma mais pura. Não morre em mim o timbre da voz, e os grandes olhos negros brilhantes.
Não morre em mim as confissões em tardes de sol, a antiga troca de correspondência em envelopes cor-de-rosa.
Priscila, Felipe, Pedro, Thiago. Igor, Bianca. Pessoas que marcaram a minha vida e cuja as relações mergulharam no tempo, na distancia, na vida...Pessoas que em sua maioria eu não sei como estão, o que fazem, o que sentem. Pessoas que não irão ler esse texto. Pessoas cuja minha lembrança já pode ter morrido.
E mesmo assim, pessoas que não morrem em mim.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
ELA

Olhos perfeitamente delineados, lábios delicadamente coloridos.
Sorriso encantador, doçura contagiante.
Assim desfila aquela mulher na rua. Quem a vê sente sua segurança, se rende ao seu charme.
Alegre, está sempre a cumprimentar alguém. Simpática, está sempre a receber elogios, carinhos.
Passos leves, não tem pressa de chegar, apenas chegará.
Até que vem a noite, e a água morna que cai sobre ela revela seus segredos. Lábios trêmulos e nus prendem o grito de desespero que tenta fugir junto as lágrimas que lavam seus olhos. Sorriso diluído em água e sal, doçura passiva de quem não quer se mostrar.
Liberta-se nesse instante toda a insegurança que se escondia por trás de toda a maquiagem e expressão quase mecânica. Ali, percebe-se que todas as suas saudações matinais são meras palavras que esboça, sem dar a elas o real significado. Ali percebe que mesmo equilibrando-se em duas pernas, sua alma rasteja.
É no silencio da noite que ela traça um novo caminho, pois sabe que não chegou a lugar algum, e nem sabe se realmente chegará.
Nos poucos momentos de sensatez que ainda lhe resta, pode observar o quanto coisas tão claras e óbvias se escondem nas frases feitas, no som da música alta e nas imagens que lhe rouba a atenção.
Na companhia mais sincera – a própria-, consegue direcionar seu olhar e filtrar toda a verdade e todo adorno existente. E dói. Dói perceber que a ilusão mais bonita foi alimentada unicamente por ela mesma, por que só ela tem o poder de alimentá-la, é dela a decisão de acreditar ou não.
E é assim, nesse momento cruel que ela mostra pra si que a grande muralha é apenas ruína, maquiada com sorriso perfeito e olhares milimetricamente desenhados.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
As coisas como são...
Eu queria, queria de verdade, retribuir seu carinho. Queria de verdade estar à altura de tanta dedicação. Mas não estou.
E isso me incomoda um pouco. Às vezes, até me dói. Enquanto recebo notícias suas, adio as minhas pra depois. Enquanto você me enche de elogios, eu acabo o criticando e deixando de lado as tantas coisas boas que vejo em você.
Enquanto você vem, sorridente como uma criança, me contar a sua grande novidade eu simplesmente “lavo minhas mãos” em situações que eu poderia opinar.
Sabe o que é... Não estou acostumada a estar verdadeiramente em primeiro plano, em receber a primeira fatia do bolo. Não estou acostumada a dar o primeiro plano, em casos como este a um único alguém. E não posso prometer mudanças quanto a isto, porque verdadeiramente não as sinto próximas de mim.
Talvez seja a hora de “sair da vida de migalhas” citada pelo poeta uma vez. Talvez esteja você a solução para a solidão que me assombra às vezes, talvez seja você a grande amizade mais que companheira da minha vida e talvez eu esteja deixando tudo isso passar...é um risco, eu sei. Sei e sinto por isso.
Vejo que a vida está lhe guardando tanta coisa, tantas experiências, tantos sabores, e eu gostaria, gostaria mesmo de estar com você nesses dias, gostaria de acolher, de brindar, de comemorar, de estar ao seu lado. Mas não sei se na verdade eu seria a melhor companhia. Se eu estaria ali de verdade, do jeito que você merece. Você minha “criança grande”, que está sempre comigo. Você que nunca teria essa dúvida.
São em momentos assim que eu fico imaginando se você já pensou assim algum dia, se já sentiu minha falta, se já percebeu que nem sempre estou mesmo com você... Talvez tenha percebido e se calado, tentando afastar qualquer afastamento maior...
Talvez um dia isso mude: talvez eu um dia consiga lhe retribuir tudo o que você me oferece. Torço por isso, quero isso. Mas hoje...
Hoje eu sou só uma libélula qualquer, repousada numa flor qualquer tentando te dizer que ainda não podemos sair e voar…

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