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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Mudando

Nos últimos dois meses eu me peguei pensando em quem realmente eu era, em quem realmente eu sou. Refiz alguns caminhos em pensamento, e até temi ter me perdido de mim mesma.
Mas como disse Saramago uma vez, " É necessário sair da ilha para ver a ilha, não nos vemos se não nos saímos de nós". Então, saí.

E esse tempinho afastada do blog me fez bem, creio eu.

Há mais ou menos um ano, escrevi sobre minha identidade, sobre como eu tinha me "criado" ( post de título como virei MáH). E hoje sinto vontade de falar novamente sobre o assunto.

Completei 24 anos nesse mês mudando um corte de cabelo usado a mais de 3 anos, eu acho.
E foi difícil. Não conseguia me imaginar sem minhas madeixas mais longas, era como se de repente, a MáH deixasse de existir. Mas mudei. E me indago as vezes, o que mais mudou em mim, o que se perdeu e o que mais deveria mesmo se perder.

Talvez hoje eu não seja tão romântica como a Marcele que iniciou esse blog em maio de 2007. Talvez eu não seja também, tão insatisfeita com a vida, assim como eu era. Talvez os sonhos tenham mudado, tenham morrido...

Mas independente dessas sutis mudanças, a MáH, Marcele de verdade continua a mesma em essência, e isso me agrada. E acho que essa é uma hora bastante propícia para falar pra mim mesma o que eu sempre quis dizer, mas não o fazia por não ainda não ser uma verdade. Sim, eu gosto da MáH/ Marcele que sou. Com meus defeitos e qualidades. E espero que nesse novo ciclo com 24 as mudanças aconteçam sim, mas para melhor e que eu fique tão satisfeita como estou hoje.

E o novo corte de cabelo?
Ahhh, eu adorei!






Atenção você que é mulher e tem seu blog... Essa é uma comunidade no orkut que a minha amiga Teka criou justamente para nós... Passa lá ;)



domingo, 2 de maio de 2010

Meu irmão...


A prova de que o amor não conhece limites de espaço ...
Que venha o segundo, o terceiro, o quarto, o décimo... Porque eu, estarei sempre aqui.
Amo0 você meu irmão!


Meu Irmão...


Composição: Toquinho / Mutinho

Meu irmão,
Faz muito tempo faz
Que eu não te canto
Uma canção.
Que eu não te conto uma aventura,
Um sonho, uma ilusão.
Que eu não me sento calmamente
Junto com você.
O tempo passa...
Meu irmão,
Comigo os dias normalmente
Cumprem sua função
Entre sinuca, futebol,
Amor e violão.
Mas quando o tempo escurece,
Vêm os temporais,
E nem blasfêmias, crenças, preces
Não ajudam mais,
E a gente perde a paz...
Aí eu lembro de você
E essa lembrança me agiganta.
Me faz vencer a dor
E quando caio me levanta.
Me faz conter o tempo
E põe o mundo inteiro
Em minhas mãos...
Você meu grande herói,
Mais poderoso que o inimigo.
Você, constante amigo,
Meu distante companheiro.
Você, que o tempo inteiro
Não tem medo do perigo, não.


sexta-feira, 16 de abril de 2010

Desapegue-se


Durante essa semana uma situação envolvendo uma das alunas que cursaram a faculdade comigo - e digo assim, porque não se trata de ex-colega, ex-amiga- me fez repensar quanto a essa quase mantra dos dias atuais, que tanto ouvirmos por aí : Pratique o desapego.
É sabido que sou uma pessoa extremamente apegada as lembranças e as coisas concretas que me remetem a elas. Apegada a boneca de infância, aos diários de adolescência. Apegada a roupa perfumada que me leva de volta a data que por ironia não volta mais. Apegada as cartas, cartões e as mensagens que jamais sairão do meu celular.
E isso me faz bem. E o desapego então?
O que eu sugiro aqui, intuitiva e leiga que sou é o desapego de sentimentos negativos que carregamos ao longo dos dias... da vida. É o homicídio do orgulho ferido, das briguinhas antigas e infundadas.
É o esquecimento total daquele bom dia não respondido, daquela unica crítica que foi capaz de destruir toda uma relação. É o adeus a reprovação sofrida, ao sentimento de impotência diante de um problema que talvez nem exista mais.
Talvez seja esta a porta para dias um pouco mais leves. Talvez surja assim espaço para lembranças gostosas de momentos monótonos - e não menos importantes- que ficaram presos por aí, nas esquinas onde aconteceram, esperando a chance de poder existir em nossas lembranças.
Se o desapego é o segredo para uma vida mais feliz, comece a de despedir daquilo que não te soma nada e desapegue-se!


domingo, 11 de abril de 2010

O Cara


Nos últimos dias, li " por aí" várias respostas para a pergunta " Quem é Máhmis?"
E foi numa dessas noites que tentei responder pra mim mesma. Quem é o Máhmis?
O Máhmis é o cara que me "xingou" pela primeira vez toda a minha vida. É também o cara que me fez querer xingar muito pela primeira vez na minha vida. O cara que se sentiu mal quando eu pensei em desistir por " culpa dele". O cara que me fez voltar e vencer.
O Máhmis foi o cara que mais me apoiou quando meu melhor amigo - canino- se foi. O cara que me conhece mais do que eu mesma. O cara que mergulha de cabeça nas coisas enquanto eu apenas molho os dedinhos do pé. O cara que me ajudou a demonstrar sentimentos, me ensinou a dizer te amo.
O cara que me faz rir, o cara que as vezes se irrita com meu excesso de riso. O cara que me defende, mesmo sabendo que sou falha quando é minha vez de defender. É o cara competitivo que me fez vencer um jogo. O Máhmis é o cara com que eu brigo e esqueço minutos depois... é o cara que briga comigo e esquece minutos depois.
O cara que se passa por mim e ninguém percebe, que me coloca em seus planos e só me conta depois.
É o cara que me dá conselhos errados, que me faz ter vontade de ser menos "boazinha". O cara pra quem eu corro primeiro quando estou chateada. O cara que me deixa chateada as vezes, rs.
O cara que tem ciúmes de mim. O cara que reclama dos meus textos e que também gosta de alguns deles. É o cara que me conta seus problemas mais íntimos, que desnuda minha alma.
O cara que me vê pela webcam com o rosto inchado e ainda chorando e diz " você está mais linda".
O cara que me acorda de madrugada e que diz saber quem é o amor da minha vida. O cara pra quem eu falo a mesma coisa milhares de vezes e ele continua a não me ouvir.
É o cara que ri quando eu xingo e diz que eu devia fazer isso mais vezes...
É o cara que vai me fazer vestir branco no dia de sua festa, o cara que não me deixa dormir cedo, o cara que me apresentou pra pessoas especiais...
E sem me importar com as opiniões alheias, mesmo distante posso afirmar que é hoje o meu melhor amigo, meu tudo... porque na minha vida ele é O CARA!





quinta-feira, 18 de março de 2010

Não morrem em mim...


Não morre em mim o som da risada, o jeito carinhoso como me chamava de Ném. Não morre em mim a lembrança da noite não dormida, justamente por algo que não morreu.

Não morre em mim a mistura de paixão e amizade das noites de verão. As brincadeiras pelo prédio, o silencio que falou por si só tantas vezes e os beijos confusos de quem não sabia bem o que sentia.

Não morre em mim a descrença nas declarações, as lembranças da cidade imperial, a noite sem luar, como cantava o poeta.

Não morre em mim o café derramado, os olhos azuis, o reconhecimento na primeiro encontro de olhares.

Não morre em mim os passeios pela orla, os telefonemas infindáveis, o céu em comemoração, as discussões mais bobas e o amor na sua forma mais pura. Não morre em mim o timbre da voz, e os grandes olhos negros brilhantes.

Não morre em mim as confissões em tardes de sol, a antiga troca de correspondência em envelopes cor-de-rosa.

Priscila, Felipe, Pedro, Thiago. Igor, Bianca. Pessoas que marcaram a minha vida e cuja as relações mergulharam no tempo, na distancia, na vida...Pessoas que em sua maioria eu não sei como estão, o que fazem, o que sentem. Pessoas que não irão ler esse texto. Pessoas cuja minha lembrança já pode ter morrido.

E mesmo assim, pessoas que não morrem em mim.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

ELA


Olhos perfeitamente delineados, lábios delicadamente coloridos.

Sorriso encantador, doçura contagiante.

Assim desfila aquela mulher na rua. Quem a vê sente sua segurança, se rende ao seu charme.

Alegre, está sempre a cumprimentar alguém. Simpática, está sempre a receber elogios, carinhos.

Passos leves, não tem pressa de chegar, apenas chegará.

Até que vem a noite, e a água morna que cai sobre ela revela seus segredos. Lábios trêmulos e nus prendem o grito de desespero que tenta fugir junto as lágrimas que lavam seus olhos. Sorriso diluído em água e sal, doçura passiva de quem não quer se mostrar.

Liberta-se nesse instante toda a insegurança que se escondia por trás de toda a maquiagem e expressão quase mecânica. Ali, percebe-se que todas as suas saudações matinais são meras palavras que esboça, sem dar a elas o real significado. Ali percebe que mesmo equilibrando-se em duas pernas, sua alma rasteja.

É no silencio da noite que ela traça um novo caminho, pois sabe que não chegou a lugar algum, e nem sabe se realmente chegará.

Nos poucos momentos de sensatez que ainda lhe resta, pode observar o quanto coisas tão claras e óbvias se escondem nas frases feitas, no som da música alta e nas imagens que lhe rouba a atenção.

Na companhia mais sincera – a própria-, consegue direcionar seu olhar e filtrar toda a verdade e todo adorno existente. E dói. Dói perceber que a ilusão mais bonita foi alimentada unicamente por ela mesma, por que só ela tem o poder de alimentá-la, é dela a decisão de acreditar ou não.

E é assim, nesse momento cruel que ela mostra pra si que a grande muralha é apenas ruína, maquiada com sorriso perfeito e olhares milimetricamente desenhados.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

As coisas como são...


Eu queria, queria de verdade, retribuir seu carinho. Queria de verdade estar à altura de tanta dedicação. Mas não estou.

E isso me incomoda um pouco. Às vezes, até me dói. Enquanto recebo notícias suas, adio as minhas pra depois. Enquanto você me enche de elogios, eu acabo o criticando e deixando de lado as tantas coisas boas que vejo em você.

Enquanto você vem, sorridente como uma criança, me contar a sua grande novidade eu simplesmente “lavo minhas mãos” em situações que eu poderia opinar.

Sabe o que é... Não estou acostumada a estar verdadeiramente em primeiro plano, em receber a primeira fatia do bolo. Não estou acostumada a dar o primeiro plano, em casos como este a um único alguém. E não posso prometer mudanças quanto a isto, porque verdadeiramente não as sinto próximas de mim.

Talvez seja a hora de “sair da vida de migalhas” citada pelo poeta uma vez. Talvez esteja você a solução para a solidão que me assombra às vezes, talvez seja você a grande amizade mais que companheira da minha vida e talvez eu esteja deixando tudo isso passar...é um risco, eu sei. Sei e sinto por isso.

Vejo que a vida está lhe guardando tanta coisa, tantas experiências, tantos sabores, e eu gostaria, gostaria mesmo de estar com você nesses dias, gostaria de acolher, de brindar, de comemorar, de estar ao seu lado. Mas não sei se na verdade eu seria a melhor companhia. Se eu estaria ali de verdade, do jeito que você merece. Você minha “criança grande”, que está sempre comigo. Você que nunca teria essa dúvida.

São em momentos assim que eu fico imaginando se você já pensou assim algum dia, se já sentiu minha falta, se já percebeu que nem sempre estou mesmo com você... Talvez tenha percebido e se calado, tentando afastar qualquer afastamento maior...

Talvez um dia isso mude: talvez eu um dia consiga lhe retribuir tudo o que você me oferece. Torço por isso, quero isso. Mas hoje...

Hoje eu sou só uma libélula qualquer, repousada numa flor qualquer tentando te dizer que ainda não podemos sair e voar…








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