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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Solteiras



Há muito não escrevo nada tão crítico por aqui, publicando apenas as vozes da alma, mas desta vez não resisti, até porque, minha alma não se limita a questões afetivas do coração... Minha alma é cheia de opiniões.
Uma pesquisa realizada pelo IBGE  e publicada na Folha de São Paulo no dia 15/01/2012 mostra que quanto maior for o nível de instrução de uma mulher, mais chances desta ser solteira. Essa pesquisa, por si só, já me deixa bastante incomodada por imaginar quais são as razões para isso acontecer, mas surpresa maior eu tive com os comentários que recebi ao compartilhar a notícia no Facebook. 
O primeiro deles, veio de um rapaz que mora em meu bairro: " As burras são as melhores" disse ele...
As meninas completaram ao compartilhar " Vamos todas parar de estudar", " PQP, pra que eu fiz facul?" entre outras.  
Não sou feminista, mas me sinto agredida ao ler este tipo de coisa. Nós mulheres, reclamamos por receber menos comparado ao homem, reclamamos por ainda sofrer preconceito em determinados lugares, em determinadas profissões... E o que fazemos? Achamos graça nesse tipo de pesquisa e mal paramos para analisar o porque é assim.
Até que ponto estar acompanhada vale mesmo a pena? 
Ainda ontem, lendo um livro que uma amiga me intimou a ler, dizendo que ia me fazer bem e mudar minha vida, me deparei com a seguinte fala:
" Se o seu homem for extremamente suscetível, não mate nem um inseto quando ele estiver perto. Não troque um pneu. De preferência, não troque uma lâmpada. E se alguém fizer uma pergunta a vocês dois, morda a língua e deixe que ele responda" (Por que os homens amam as mulheres poderosas, p.68)
Em outras palavras: Continue sendo submissa e sem personalidade na frente dele. Isso é ser poderosa? 
Que minha amiga me desculpe, mas o livro é péssimo! Além de joguinhos bobos de sedução, parece ter sido escrito há décadas atrás. 
Sendo assim, eu que vinha reclamando de estra solteira há tanto tempo, mudei de opinião. Se for para podar quem eu sou, o que eu penso, minhas chances de crescer culturalmente... que eu fique solteira por bem mais tempo.
Não por que sou auto-suficiente, mas porque não quero ao meu lado um homem que tenha problemas com minha graduação, minha busca pelo saber. Um homem que se incomode com o fato de eu responder uma pergunta direcionada aos dois. Como sei que há casos e casos, e que nem todo homem é assim, eu espero. Não tenho pressa... Pena mesmo, é ver tantas amigas pensando diferente de mim e aceitando que o machismo ainda se faça presente entre nós em pleno 2012.
Solteira? Sim, sou. 
E quer saber? Com o maior orgulho!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Tudo novo de novo



Um novo ano se inicia e talvez junto com ele, um novo ciclo em minha vida. 
Armários arrumados, roupas dobradas e tudo aquilo que não me serve mais separado para ser mandado embora. Tudo: roupas, sapatos, ursinhos de pelúcia e "casos de amor e amizade".
As palavras há tanto guardadas já foram ditas, enfim. A máscara da suprema satisfação começa a ficar um pouco incômoda e ao aspirar a poeira dos objetos, acabo por tirar também a poeira do peito, já quase engessado.
Eu não sei dizer quantas vezes ensaiei esse recomeço. Não faço ideia do número de vezes que repeti para mim mesma o mesmo discurso, enquanto calava sentimentos e emoções na tentativa de faze-los desaparecer pelo fato de nunca terem voz.
Um novo ano se inicia...
Dessa vez sem promessas e sem metas. Sem flores de oferenda ou sete ondinhas puladas.  Um novo começo com coração, portas e janelas abertas, chão varrido e um leve perfume no ar.  Um novo começo com uma anfitriã pronta para receber a visita do novo, da melhor maneira possível. 

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♥MáH♥
Alguém aprendendo a lidar com emoções, sentimentos...alguém aprendendo a viver.
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