topbella

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Na espera...


Ando sem inspiração....
Dia destes conversava sobre isso com meu melhor amigo: sinto falta de estar apaixonada.
Jurei que não me apaixonaria mais, que não me entregaria mais e todas estas juras que agente faz quando está magoada... juras em vão, pelo menos no meu caso.
Preciso de amor. Preciso de paixão, de afeto, de carinho e da complexa relação homem - mulher.
Odeio serviços domésticos, mas sinto falta de cozinhar pro parceiro. De perfumar a casa, as roupas de cama, a pele. Talvez seja um ranso cultural, ou talvez seja eu, uma romântica moderna, sei lá...
Enfim... o fato é que, assim como na letra de Ana Carolina " Eu sou feita pro amor da cabeça aos pés" e é em dias chuvosos como este que mais percebo isto...
E que me venha as paixões, os sonhos, as palpitações.... Que venha a ansiedade, os sorrisos, os planos..... E de quebra, que venha logo o tal do amor!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Bullying ... até quando?




Estou em luto. Luto pelo sonho interrompido, pela vida interrompida no lugar que deveria dar chances dessa vida resplandecer: a escola.

Passei pelo período de graduação inteiro falando de bullying, conceituando e tentando convencer aos demais o quanto perigoso essa prática comum ( não natural, não apenas uma fase) pode ser. Apresentei a monografia, fui parar em um fórum de educação para discutir a questão.... e hoje, enlutada mais do que nunca, vejo que na cidade vizinha, bem ao meu lado, o bullying leva a vida de um adolescente.

Aqui no Brasil o bullying ainda é pouco discutido, pouco compreendido e pouco levado a sério. estudos apontam que, estamos em média, com 14 anos de atraso em relações a práticas anti-bullying. Mas, o que é bullying?

Nos meus estudos, conceituei essa prática horrenda como a mais cruel forma de tortura velada que uma pessoa pode sofrer, pelo simples fato de não ser perfeito. Lógico que, à fundo, o bullying é muito mais. É preconceito, exclusão, violência, invasão. Começa sob forma de "apelidinhos carinhosos" e brincadeira de criança. De repente, vira furto, ameaças, fofocas,escárnio, chutes, tapas e socos. Vira suícidio, e mesmo que alguns não concordem, vira assassinato... seja do corpo, seja da alma.

Estudei alguns casos para monografia, e vi o sofrimento de uma aluna acima do peso, vi nos seus olhos o quanto ser ela mesma lhe custava. O mesmo que acontecia com um menino com problemas de dicção, outro com dificuldades de aprendizagem, e por aí vai... A escola. lugar que deveria favorecer a aprendizagem e a cidadania, acaba por ser um local de exclusão e sofrimento, um local onde ser diferente e fugir dos padrões pré-estabelecidos por um grupo é crime e merece punição.

Ainda não acredito que, com tanta violência, as escolas ainda não enxerguem o bullying como violência e ainda não faça nada para impedir suas manifestações. É incrível ouvir de alguns profissionais, que isso é só uma fase e que não existe motivo para preocupações.

Muitas crianças pagam um preço alto: perdem a auto-estima, a vontade de aprender, a alegria de ter amigos. O Samuel pagou ainda mais caro. Por um corte de cabelo, perdeu a vida. Seus companheiros de classe o ameaçaram, e os que não ameaçaram tiveram medo de falar algo e se tornar a próxima vítima.

Durante a preparação da monografia, tive meus momentos de indagações... se tudo isso não era exagero meu, se tudo isso tinha mesmo tamanha dimensão. Hoje, sinto muito por ter mais alguém a quem dedicar a monografia. Sinto muito em te dar adeus Samuel.

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♥MáH♥
Alguém aprendendo a lidar com emoções, sentimentos...alguém aprendendo a viver.
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