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terça-feira, 15 de março de 2011

Adote



Entediado, chateado, esperando algo acontecer... Talvez adotar seja uma boa alternativa. Adote!
Adote um livro que te fala companhia num dia qualquer. Ficção, romance, drama, biografia. Tudo é válido, então adote!
Ou adote uma companhia viva que te traga afeto. Uma companhia canina, felina ou uma simples rosa que mereça seus cuidados. Adote uma música que te ele o astral, um sabor especial ou uma série de tv que você não conseguiu assistir.
Adote quem receba de bom grato um pouco do seu tempo, sua bagagem de vida... Adote um horário na sua agenda lotada para ligar para quem já desistiu de esperar sua ligação. Adote!
Adote um aroma preferido para um banho quente num dia ruim, uma mantra para momentos de tensão ou um objeto de estudo que chame sua atenção.
Adote uma filosofia de vida ou quem sabe uma religião... adote um passeio na praia, ou no campo talvez.
Adote uma nova cor de camisa, um novo penteado, uma nova atitude perante a vida. Se puder, adote uma vida! Há tantas lá fora precisando quem sabe de pessoas como você...
Seja qual for a opção escolhida adote!
Quem sabe suas adoções não sejam um caminho para que a felicidade venha e adote você.
Adote!



sexta-feira, 4 de março de 2011

Caçadora de lantejoulas


Carnaval na década de 90 e tudo que aquela garotinha precisava era de uma caixinha de fósforo vazia. Não queria fantasia, não queria máscaras, não queria purpurina. Apenas uma caixinha de fósforo vazia. Era lá que ela guardaria todas as lantejoulas que encontrasse pelo bairro a tarde.
Não pela manhã, não pela noite... somente a tarde.
Era poderia simplesmente pedir que sua mãe comprasse lantejoulas para ela, mas não seria o mesmo. Não haveria o gosto da caça, a diversidade dos tamanhos e cores. Não haveriam as conversas informais e despretensiosas entre uma criança e um adulto personificando o que chamam de cumplicidade. 
Tudo que ela queria era que todos se divertissem muito a noite, pulassem e cantassem para que a tarde as ruas estivessem cheias de testemunhas da alegria. Testemunhas de plástico reluzentes. 
Na sua cabecinha de criança o bairro era enorme e talvez ela nunca tenha percebido, naquela época, que tudo que ela percorria em busca de lantejoulas perdidas eram apenas três ou quarto ruas, tempo exato para o sol de por. Depois disso, era abrir a caixinha na cama e deixar que caíssem tolas as lantejoulas douradas, prateadas, azuis, rosas e verdes. Como era difícil uma lantejoula de outra cor! E quando achava estrelinhas, que alegria!!!
E assim passaram os carnavais de 92, 93 e até 94 talvez. Não me recordo bem os anos, embora saiba que do sabor singelo desses carnavais eu jamais irei me esquecer.
Bom carnaval! 

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Tentar

Tento.
Observo.
Tento.
Faço.
Tento.
Apago
Tento… 
Tento…
Tento…
Na esperança de um dia acertar.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A Porta Aberta


A porta se abriu. Eu a abri.
Depois de anos eu senti a necessidade de girar a chave. Eu me tranquei, eu sei. Me acostumei com o quase escuro e a solidão das noites de chuva e fiz dali o meu mundo. 
Mas eu senti a necessidade de abrir a porta. Senti a necessidade de me deixar povoar. 
Os traumas existiram e só agora eu assumo que devido à eles eu senti medo, medo do fim antes mesmo que houvesse um começo. Medo da dor, da repetição.
Mas agora... agora é como se o som lá de fora ficasse cada vez mais alto e convidativo. É como se esse meu mundo individual ficasse pequeno ao mesmo tempo que grande demais só para mim.
Eu ainda não tenho um rumo, não tenho um plano. Ainda não faço idéia que que caminho seguir...Sei que caminharei a passos de formigas e ainda desconfiarei se as pedras não estarão em falso. Talvez eu ainda olhe para trás, talvez eu tenha vontade de voltar... Talvez... 
Tudo ainda é incerto e nebuloso. Mas há algo que eu sei : que a porta se abriu de verdade e chegou a hora de caminhar.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

♫ Então é Natal...


♫ ...Então é Natal... E o que você fez? ♫
Eu amei, sorri, chorei, me decepcionei, perdoei, apaguei, escrevi, abandonei, esbravejei, gargalhei, fingi que não vi, fingi que  não sabia, fingi que entendi, conheci, me escondi, evitei, me perdi, me doei, me neguei...
Entre experiências boas e ruins, sobrevivi. E o que eu desejo de verdade é que tudo sirva para alimentar minhas esperanças de um ano ainda melhor.
Sem muito o que escrever por aqui, reflita você também sobre esse ano de 2010 e deixe-o que ele alimente suas esperanças e o impulsione de dando forças para fazer de 2011 um ano ainda melhor.  
♫ Então bom Natal e Ano novo também! ♫ rs


Beijinhos,
Marcele Millen.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O sacolejo



Dizem que as vezes precisamos de um sacolejo para acordar algumas emoções adormecidas em nós. Eu precisei.
Passei por uma cirurgia há alguns dias e embora tenha passado boa parte da curta vida de 24 anos achando que já estava pronta para morte, que encararia a situação numa boa, que não sofreria. De certo modo, eu nem valorizava tanto assim o fato de estar viva.
Até que veio a cirurgia e eu tive medo de perde-la.
Tive medo de não ver mais a minha avó, de não brigar mais com minha mãe. Tive medo de nunca mais andar na praia, de nunca conhecer as pessoas que ainda não conheço pessoalmente.
Tive medo de deixar pra trás o sabor de uma pizza com amigos, de nunca mais ouvir a voz de nenhum deles. E por mais que passasse na mente a idéia de reviver tudo isso numa outra vida - ou não- eu sabia que não seria a mesma coisa. Não, eu não estava preparada para dar adeus.  Eu não estou.
Foi um dia complicado, temido por mim. Fiquei extremamente sensível e abalada. Me surpreendi com o carinho de alguns, me magoei com a total ausência de outros e no final de tudo, abri os olhos e sobrevivi.
Talvez tenha sido este o sacolejo que eu necessitava para acordar em mim um amor mais intenso pelos meus planos, meus desejos, minha vida.
Seja o que for, seja como for estar aqui tem um sabor mais especial e no que se diz respeito a desejo é por aqui que eu ficarei por muito tempo, por que se pararmos para olhar detalhadamente meus anseios eu ainda tenho muita coisa pra fazer. E que assim seja.

 

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Na Espera



As vezes me sinto como uma menina, sentada na beira da escada esperando o pai chegar do trabalho. Mas embora eu me sinta assim as vezes, eu já não sou uma garotinha. Sou uma mulher agora. Uma mulher que não espera pelo pai, mas espera pelo amor de verdade. E eu espero.

Espero pelo click no cruzar dos olhos, pelo frio na barriga com qualquer ingênuo toque. Espero pela música especial, pela necessidade da voz, pelo desejo do encontro.

Espero pela insegurança com o espelho, pela vontade de dar sempre o meu melhor... de ser o meu melhor. Não apenas por mim, mas pelo outro que também o merece.

Espero pelos telefonemas, pelos encontros. Espero poder contar o meu dia e ouvir o dele também. 

Espero pela vontade - que me conhecendo bem sei que a terei- de ir pra cozinha preparar algo pra nós. Algo doce talvez.

Espero pelos suspiros apaixonados, espelho pela soma, espero pela troca.
Espero principalmente não estar fantasiando demais ou iludida por achar que tudo isso existe e é possível. E enquanto nada disso acontece eu vou ficando por aqui... Na espera.


Conheça meu novo cantinho >> http://resenhandomm.blogspot.com/

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♥MáH♥
Alguém aprendendo a lidar com emoções, sentimentos...alguém aprendendo a viver.
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