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domingo, 7 de agosto de 2011

Eu gosto!

O post de hoje é um memê que a minha amiga Natália (http://destartes.blogspot.com/) me deixou. 
O memê consiste em colocar 10 coisas que você não vive sem, coisas que você mais gosta. Não estão em ordem de preferências, claro. É um exercício bem gostoso de se fazer... Então vamos lá?



1- ♥ Ler ♥


2- ♥ Internet ♥

3- ♥ Amigos ♥

4- ♥ Animais ♥

5- ♥ Maquiagem ♥


6- ♥ Acessórios ♥

7- ♥ Rosa ♥

8- ♥ Chocolate ♥


9- ♥ Dr House ♥

10- ♥ Esmaltes ♥

PS: Não coloquei Deus e família porquê são óbvios demais. Amo tanto que nem preciso citar. 

A regra é passar para 5 pessoas, e eu sou daquelas que sempre burla essa regra. Deixo aqui para quem se interessar. Tenho certeza que vocês irão gostar de fazer...


sábado, 2 de julho de 2011

"Não é a distância que mede o afastamento."




Há alguns dias tenho pensado em como nossas vidas vão tomando rumos diferentes daquele que planejávamos, sonhávamos e desejávamos. Tenho pensado em como pessoas e coisas que nós, inocentemente, julgávamos que teríamos sempre ao nosso lado de repente não mais estão.
Não por acaso li uma frase de Antoine de Saint-Exupéry, autor da grandiosa obra O Pequeno Príncipe que dizia: "Não é a distância que mede o afastamento". E realmente não é... 
Tenho pessoas fisicamente distantes de mim, mas que ao mesmo tempo ocupam um espaço tão grande na minha vida que é como se estivessem ao meu lado. 
Li num blog que não me recordo qual que o que mede o afastamento é o esquecimento. Sábias palavras. Traiçoeiro que é, o esquecimento chega de mansinho, sútil e em pequenas doses. Esquecemos de dar um telefonema, esquecemos de parabenizar uma data, esquecemos de estender um convite e quando nos damos conta já estamos distantes demais para voltar sem grandes alardes, como se nada tivesse acontecido. 
Enquanto isso o esquecido sofre. Sofre não por o outro conseguir viver sem ele, mas sofre por saber que já não faz mais falta. Sofre por saber que na hora do brinde ele não foi lembrado. Sofre por saber que na hora do desespero ou da imensa alegria a presença dele não foi sequer cogitada, mesmo em silêncio. Sofre pela indiferença.
Talvez um dia o lado que esqueceu se dê conta e tente voltar ( se desejar), coisa que não será fácil para este também. Voltar nunca é fácil, implica um estado de consciência e aceitação que nem todos conseguem aguentar. 
E assim, entre esquecimento e afastamentos o tempo vai passando, a vida vai passando até chegar ao ponto de uma reaproximação ser quase impossível, pois, se não é a distância que mede o afastamento logicamente não será a presença física que mede a proximidade numa relação. 
O que nos resta então? Resta-nos zelar por aqueles que acreditamos ser realmente importantes demais para ficarem afastados de nós. Resta-nos um café no final de uma tarde, um e-mail, um telefonema, um cartão.
Resta-nos cuidar para nos mantermos presentes na vida do outro e para mantê-lo presente na nossa própria vida, independente de onde estejam, longe ou perto. Afinal, não basta estar do lado direito, é preciso estar do lado de dentro.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Minha própria solidão



Há quem fuja da solidão e busque refugio em outras pessoas, outras cidades, outras vidas. Eu faço parte do grupo que se sente acolhida por ela e não muito raro vou bater em sua porta para " matar as saudades". Por mais  estranho que possa parecer, é exatamente assim que me sinto: acolhida em meio aos meus próprios pensamentos e emoções, ouvindo só a mim mesma como conselheira.
Na maioria das vezes, embora nem todos os amigos consigam entender ou simplesmente respeitar esse meu momento, é essa solidão que me fortalece. Já não sei dizer quantas vezes precisei explicar que não havia problema algum, que eu não estava chateada com ninguém ou que eu não queria conversar com ninguém, sendo essa última fala causadora de muitos desentendimentos. E apesar de tudo isso, não consigo viver sem esses meus momentos de solidão.
Acredito mesmo que todos deveriam se dar ao luxo da solidão vez ou outra. Se dar ao luxo da própria companhia, de ouvir a voz da alma e de se perceber como elemento principal da própria existência. 
Nem sempre minha solidão é tão lírica ou tão centrada, há vezes também em que eu passo esses momentos assistindo a algum filme superficial que me faça rir ou me deliciando, sozinha, com pratos não tão saudáveis mais extremamente apetitosos. 
Independente de como acontece eu não saberia deixar essa prática de lado. Independente do quanto isso magoe algumas pessoas, o fato de eu não querer a sua companhia naquele momento não invalida qualquer sentimento. A minha solidão é apenas a parada de uma longa viagem numa rodovia movimentada. E o melhor de tudo é que eu sempre volto, recuperada e com um humor bem mais leve como souvenir.
No final, sempre vale a pena! 

sábado, 4 de junho de 2011

Amigos de Farmácia


As vezes eu queria poder comprar um (a) melhor amigo(a) na farmácia. E isso nada tem a ver com a ausência total de amigos ou coisa do tipo. Eu só queria essa relação de melhores amigos que vejo por aí e que já vivenciei em outros tempos.
Explico.
O que me faz falta é a proximidade física das pessoas. É poder ligar a qualquer hora e sair para qualquer coisa.
É saber quando a pessoa terá disponibilidade para mim e quando ela estará em suas próprias ocupações. É saber exatamente o seu gosto e não ter que pensar várias vezes numa opção de presente. 
As vezes eu só queria ter alguém pra contar tudo e fazer isso olho no olho. Alguém que freqüentasse minha casa e conhecesse meus outros amigos.
A verdade é que mesmo com tantos contatos reais e virtuais em muitas vezes eu ainda me sinto sozinha. As circunstâncias da vida me afastou de alguns melhores amigos e eu não os substituí, o que me faz muita falta. Por mais que eu ame meus amigos, por mais que eu saiba do apreço deles por mim, sei que não sou a melhor amiga de nenhum deles e sei também que recuei em alguns casos por não conseguir retribuir com a mesma intensidade esse " título" de amizade. Recuei porque não era mútuo.
Faz parte...
Um melhor amigo não se elege quando você bem entende. Um melhor amigo nasce aos pouquinhos, um dia após o outro. E como esse tipo de cultivo anda complicado para mim eu fico imaginando como seria prático ir numa farmácia e comprar um melhor amigo. Seria  mais fácil, mais rápido...
Mas espera aí... Quem disse que a vida tem que ser fácil não é mesmo?






quinta-feira, 19 de maio de 2011

Mulheres de 25


Sempre quis completar 25 anos de idade. E não queria  por acaso...
Observando filmes, livros, novelas, revistas, amigas e família cheguei a conclusão de que a mulher fica mais bonita e interessante depois dos 25. Não que as mais novas não o seja, mas a imaturidade pode sim nos boicotar em alguns momento.
Acredito que antes dos 25 somos inseguras demais.. Somos confusas não só com o nosso estilo mas com algo bem maior: a nossa própria identidade. 
" Já somos mulheres de verdade?", " Estou muito velha pra isso?", " Ainda estou em tempo para aquilo?", " Essa é mesmo a área que quero trabalhar a vida toda?", " Ele é o homem da minha vida para sempre?" são alguns dos nossos maiores questionamentos. 
Não tenho a ilusão de que após os 25 todos irão ser respondidos mas sempre vi nas mulheres com mais de 25 uma certa atitude e conhecimento de si própria que me encantava. Mulheres de 25 são mais seguras, mais bonitas e mais interessantes.
Fiz 25 no último sábado e fiz questão de comemorar alguns  dos amigos que eu mais amava. Não comecei a ficar mais bonita ou coisa do tipo, mas uma coisa é certa: eu me sinto bem mais realizada do que antes. Afinal, eu já tenho 25!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Pessoas Mornas


Acho que sou uma pessoa morna. E por mais espanto e apedrejamento que isso possa causar, eu assumo? Sim, sou uma pessoa morna.
Explico: tenho percebido um grande orgulho das pessoas em dizer que são intensas, que são " 8 ou 80" e que para elas é tudo ou nada. Pois bem, não sou assim. Entre o 8 e o 80 existem 72 números que eu faço questão de percorrer.
Eu não vou fechar os olhos e ignorar o fato de que cada situação é sempre ímpar, pois sei que é uma particularidade qualquer que pode fazer total diferença. Não vou agredir as pessoas com palavras e ações por não reagirem - ou agirem- como eu quero. Aliás, isso pra mim é falta de educação não intensidade de personalidade.
Não vou me doar a um único gosto e jamais me permitir experimentar outra coisa, assim como não vou experimentar tudo que aparecer por puro amor ao que eu já gosto. Não vou mergulhar de cabeça em numa relação de estrutura ainda frágil e correr o risco dela se desfazer com uma brisa qualquer. Sim, sou morna.
Não vou migrar para um lugar desconhecido, sem ter o mínimo de informação e tentar a sorte. Isso pra mim é insanidade não intensidade.
Não vou calcular todos os riscos de um projeto, mas também não vou entrar em nada sem ao menos pesar os prós e contras mais concretos. Não vou deixar de aposentar um plano só porque prometi que o iria concluir. Não viveria uma vida de festas e badalação todos os dias se pudesse, pelo simples prazer da tranqüilidade de uma noite de sono. Mas também não me trancaria em casa e assassinaria qualquer vestígio de vida social.
Enfim, sou uma pessoa morna. Talvez as pessoas mornas sejam menos ou mais felizes. Talvez as pessoas mornas sejam apenas centradas e equilibradas ou talvez não saibam o lado bom da vida. Tudo bem... Mas prefiro acreditar que pessoas mornas assim como eu, são apenas realistas e com uma bagagem de vida (apesar de curta) que deixou algumas lições.
E sabe aquela história de copo meio cheio ou meio vazio? Pois bem, pra mim ele não está nem uma coisa nem outra. Apenas está pela metade.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Rasgando o Diploma

 

Tenho me perguntado muito para que eu tenho um diploma. Para que? E o fato de não ser a unica com o problema não me consola nem um pouco, pelo contrário, me frustra de uma forma indescritível. 

Não sei o número de vezes que falei que deveria rasgar o diploma, não sei quantas vezes falei que deveria abandonar a pedagogia e com o passar dos dias, cada vez vejo esse abandono mais próximo. O governo faz propagandas na TV incentivando os jovens a serem professores, mas não se preocupa em valorizar os que  seguiram a carreira. Um trabalho árduo, cansativo e múltiplo, pois querendo ou não mesmo que seja por alguns minutos você se tornará mãe, babá, psicóloga, exemplo.

Mas não é isso que me frustra.
O que me incomoda é saber que fui uma das melhores alunas da minha turma, ter feito a melhor monografia da escola de educação da instituição, ter apresentado a monografia num simpósio com os trabalhos mais relevantes de cada área e mesmo assim  estar desempregada.
O que me incomoda é ver que aqueles alunos que estudaram comigo e que não tinham um desenvolvimento muito bom estão empregados, não por mérito mas por indicação. Aqueles mesmos alunos que prestaram concurso comigo e nem chegaram aos 50% de aproveitamento estão empregados porque possuem parentes ou contatos influentes, politicamente falando. 
Tenho acessos de fúria cada vez que lembro de como a minha cidade ainda reina o Coronelismo, não só no poder público mas nos privados. Por que sim, eu já tentei a área privada e não apenas como pedagoga mas como recepcionista, vendedora e afins. A vaga? Fica com quem o Senhor Fulano de Tal indicar.

E sim, já trabalhei por indicação mas me recusei a freqüentar reuniões do partido, a pedir voto pra fulaninho e acabei perdendo a vaga. Parece que a qualidade do seu trabalho é bem menos importante do que a quantidade de fotos que você pode conseguir. 
Daí a vontade de rasgar o diploma, porque até agora eu não consegui nada de bom com ele. E tenho acreditado no tal do destino... Essa não deve ser a minha praia e ser boa não é sinal de nada. Porque eu sei sou boa, posso não ser a melhor com minha pouca experiência, mas sei que sou boa e talvez isso não baste.

E o governo te convida para ser um professor. Seja...

Encare um conscurso com 4.911 concorrentes para apenas 90 vagas numa cidade que nem é a sua.
Fuja para cidade grande se assim como eu, você pertencer a uma cidade do interior onde o seu sobrenome e o seu voto grita mais alto do que sua competência.
Gaste suas horas vagas pesquisando e preparando suas aulas e no final do mês espante-se com o seu salário.
Seja um pedagogo... talvez você tenha mais sorte do que eu.

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Alguém aprendendo a lidar com emoções, sentimentos...alguém aprendendo a viver.
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