topbella

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

No ônibus...


Acho que minhas curtas viagens de ônibus são muito produtivas...

Sempre me vem a mente histórias e mais histórias da minha alma, como num divã...

Desta vez, voltava pra casa em um silêncio tranquilo, num calor absurdo e com pensamentos aleatórios dançando em mim, quando me fixei em apenas um: eu sempre fujo, evito e desdenho do que eu amarei mais tarde, ou até do que eu já amo, numa tentativa inconsciente de me proteger.

Descobri isso enquanto lembrava de minha infância-adolescência, na época em que eu amava uma música romântica e saía aos quatro cantos do mundo dizendo que a odiava. Fui pega por um namoradinho, que viu a letra copiada no meu caderno.... nem lembro se dei alguma explicação na época...

Logo depois vieram as primeiras paixões.... onde TODAS, simplesmente TODAS eram rodeadas de desentendimentos, implicâncias e afins.

Agora já na fase adulta, conheci meu melhor amigo assim... brigando com ele, numa comunidade do orkut.... soa até engraçado falar assim, mas foi.

Ainda não sei quando tudo começa, surge em mim uma antipatia tão natural que fica difícil diagnosticar casos de amor por trás dela. Foi aí que, dentro do ônibus pensei.... bem que minha antipatia, meu horror, meu pânico de matemática podia ser uma paixão recolhida né?

Ia ser tudo tão mais fácil....

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Um brinde.... mais um deles!


Tanto já se passou...
Tantas noites intermináveis, tantos sonhos desmoronados, tantas perguntas ecoando no ar... mas eu sobrevivi. Sobrevivi à humilhação, sobrevivi às notícias, às hipóteses ao medo. Sobrevivi ao final. Sim, eu sobrevivi.
Tanto já se passou... tantas datas importantes, tantas conquistas...tanta ausência.
Hoje sou eu, no conceito mais profundo do verbo ser.
E embora me falte as palavras exatas para descrever esse momento, deixo-lhe apenas um convite... Um convite ao velho brinde, já tradicional aqui no blog...
Brindemos meu caro.... Porque, querendo ou não, esse brinde será eterno...
Um brinde eterno ao sepultamento de anos de convivência, um brinde eterno ao sepultamento de milhares de sonhos e de planos, um brinde à aquele que você foi, um brinde à aquilo que eu me transformei....
Um brinde eterno ao luto de nosso amor.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Na espera...


Ando sem inspiração....
Dia destes conversava sobre isso com meu melhor amigo: sinto falta de estar apaixonada.
Jurei que não me apaixonaria mais, que não me entregaria mais e todas estas juras que agente faz quando está magoada... juras em vão, pelo menos no meu caso.
Preciso de amor. Preciso de paixão, de afeto, de carinho e da complexa relação homem - mulher.
Odeio serviços domésticos, mas sinto falta de cozinhar pro parceiro. De perfumar a casa, as roupas de cama, a pele. Talvez seja um ranso cultural, ou talvez seja eu, uma romântica moderna, sei lá...
Enfim... o fato é que, assim como na letra de Ana Carolina " Eu sou feita pro amor da cabeça aos pés" e é em dias chuvosos como este que mais percebo isto...
E que me venha as paixões, os sonhos, as palpitações.... Que venha a ansiedade, os sorrisos, os planos..... E de quebra, que venha logo o tal do amor!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Bullying ... até quando?




Estou em luto. Luto pelo sonho interrompido, pela vida interrompida no lugar que deveria dar chances dessa vida resplandecer: a escola.

Passei pelo período de graduação inteiro falando de bullying, conceituando e tentando convencer aos demais o quanto perigoso essa prática comum ( não natural, não apenas uma fase) pode ser. Apresentei a monografia, fui parar em um fórum de educação para discutir a questão.... e hoje, enlutada mais do que nunca, vejo que na cidade vizinha, bem ao meu lado, o bullying leva a vida de um adolescente.

Aqui no Brasil o bullying ainda é pouco discutido, pouco compreendido e pouco levado a sério. estudos apontam que, estamos em média, com 14 anos de atraso em relações a práticas anti-bullying. Mas, o que é bullying?

Nos meus estudos, conceituei essa prática horrenda como a mais cruel forma de tortura velada que uma pessoa pode sofrer, pelo simples fato de não ser perfeito. Lógico que, à fundo, o bullying é muito mais. É preconceito, exclusão, violência, invasão. Começa sob forma de "apelidinhos carinhosos" e brincadeira de criança. De repente, vira furto, ameaças, fofocas,escárnio, chutes, tapas e socos. Vira suícidio, e mesmo que alguns não concordem, vira assassinato... seja do corpo, seja da alma.

Estudei alguns casos para monografia, e vi o sofrimento de uma aluna acima do peso, vi nos seus olhos o quanto ser ela mesma lhe custava. O mesmo que acontecia com um menino com problemas de dicção, outro com dificuldades de aprendizagem, e por aí vai... A escola. lugar que deveria favorecer a aprendizagem e a cidadania, acaba por ser um local de exclusão e sofrimento, um local onde ser diferente e fugir dos padrões pré-estabelecidos por um grupo é crime e merece punição.

Ainda não acredito que, com tanta violência, as escolas ainda não enxerguem o bullying como violência e ainda não faça nada para impedir suas manifestações. É incrível ouvir de alguns profissionais, que isso é só uma fase e que não existe motivo para preocupações.

Muitas crianças pagam um preço alto: perdem a auto-estima, a vontade de aprender, a alegria de ter amigos. O Samuel pagou ainda mais caro. Por um corte de cabelo, perdeu a vida. Seus companheiros de classe o ameaçaram, e os que não ameaçaram tiveram medo de falar algo e se tornar a próxima vítima.

Durante a preparação da monografia, tive meus momentos de indagações... se tudo isso não era exagero meu, se tudo isso tinha mesmo tamanha dimensão. Hoje, sinto muito por ter mais alguém a quem dedicar a monografia. Sinto muito em te dar adeus Samuel.

domingo, 31 de agosto de 2008

Fim?


O que dizer do fim?

Ainda não me acostumei a ele, e acho que nunca irei me acostumar. O fato é que simplesmente não sei dar fim. Não sei e reluto muito em aprender.

Hoje acordei com vontade de "limpar" o visual do meu quarto, pois tem muita coisa aqui que já não faz mais parte da minha vida. Finda o dia, e aqui estou... com todas essas coisas, no mesmo lugar. Nada foi sequer movido de lugar.

Abro meu guarda-roupa e vejo nele várias peças que nunca mais usarei, mas que continuam ali, por guardarem uma história, uma lembrança, eu acho. Abro o meu msn - pasmem!- e vejo ali, vários contatos bloqueados, outros esquecidos, que eu simplesmente não trocarei palavra alguma, mas não tem a coragem de removê-los dali.

Mas porque?

Simplesmente odeio o fim. Odeio substituição, odeio guardar na lembrança e perder o tato, o toque...

Já li livros sobre, de auto-ajuda a "feng shuy" e concordo plenamente que o lugar dessas coisas não é mais onde elas estão... mas me dói tanto. Não sei bem se é pelo fato de experiências ruins acumuladas com finais de situações, se é pelo aperto no peito, se é pela sensação de adeus... Só sei que não consigo. Não ainda. Talvez por isso as pessoas finalizam tudo tão drasticamente pra mim.... É... Talvez....


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SelinhoooooooooooooooooooooS!!!


Estou atrasada com a distribuição de dois selinhos que eu ganehi e devo repassar... Um da Teka e outro da Elcia...


Mas vamos lá...

Nem sei se é certo fazer o que vou fazer agora, mas vou fazer assim mesmo... Era pra indicar 7 blogs para esse selinho, mas como vai ser muito difícil fazer isso, porque além de não saber finalizar, também odeio escolher um entre tantos, estarei indicando apenas 3 blogs, que eu curto muito e que acho que não cheguei a dar o selinho ainda ( acho)...

Os que receberem, faça o mesmo... indiquem pra quantos quizerem... rss


Bom, lá vai...


Ivan, do Momentos Nossos ( http://momentosnossos.zip.net/)


O Blog Poetisa tu também, que é compartilhado (http://poetisatu.blogspot.com/)


E pro Blog Memórias de um Lord, do Mau Camus (http://maucamus.blogspot.com/)


Agora o segundo selinho, que eu mando para o Luis F, do mar de sonhos (http://maucamus.blogspot.com/)



domingo, 24 de agosto de 2008

A chegada!

Não consigo explicar a sensação da chegada. Eu cheguei.

Fiz o caminho, percebi a ausência de alguns que caminharam comigo no colo por algumas vezes, mas não senti a necessidade de vê-las ali. Apenas percebi o lugar estava ali, e que outros não substituiriam, simplesmente por ser impossível substituir sentimentos e vivências, já que estes, são únicos e imortais na memória.

Mas eu cheguei. E depois de chegar, pude observar a emoção dos que estiveram a vida toda comigo, e o orgulho de outros que, inexplicavelmente, fazem parte da minha vida, mesmo quando o contato físico é mínimo.

Impossível descrever o olhar em meio a multidão, que mesmo silencioso gritava congratulações e exalava companheirismo.

Totalmente inexplicável as lágrimas de outros que guardavam tanto de mim, da minha história.

Inexplicável a sensação da chegada. A vontade da dança, do brinde do sorriso que estampava meu rosto.

Inacreditável que a chegada aconteceu. Mas aconteceu. E eu estou feliz demais para relembrar os obstáculos da caminhada e a descrença dessa chegada. Cheguei, e é isso que mais importa

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Para os que me acompanham, um enorme beijo de gratidão pelos impulsos e empurrões para a continuação da jornada.

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Ganhei mais um selinho, e tenho que indicar a galerinha que vou presentear... mas depois eu faço isso... rss, hoje não dá!


terça-feira, 12 de agosto de 2008

Frutos da paixão


Depois de tanto tempo longe do meu blog querido, e do meu pc mais querido ainda, voltei... rs
E foi num desses dias distantes daqui que o teor deste texto foi nascendo e se movendo em minha mente.
Num desses dias, estava sentada na mesa da biblioteca ( já disse que trabalho em uma agora? Bom demais!) com um livro da Clarice Lispector nas mãos ( Achei um livro dela com o título que dei ao meu blog...quase tive um treco) e o olhar perdido na rua quando comecei a pensar na origem de todos meus problemas e meus sofrimentos... são todos eles frutos de minhas paixões.
Nós nos apaixonamos pela luz, e sofremos ao ficar preso na escuridão. Nos apaixonamos pela liberdade, e sofremos diante das inúmeras ditaduras que nos cerca, veladas ou não. Apaixonamos-nos pelo saber e entristecemo-nos frente a ignorância de tantos. Nutrimos paixão pelos nossos sonhos e desapontamos com a constatação da ilusão. Nos apaixonamos pela euforia dos momentos felizes, e sofremos tanto quando os momentos são de busca pela felicidade.
Nos apaixonamos por possíveis hipóteses, e perdemos o chão com a revelação da realidade... Nos apaixonamos pela agradabilidade da presença e choramos com a saudade e a ausência...
Nosso coração vibra de paixão com o sorriso da chegada e sofre em dores com o momento da partida.
O segredo de tudo, seria então não se apaixonar! Nunca! Sem paixão não teríamos mais lágrimas, nem desilusões, nem tristezas...
Sem paixão, não haveria sofrimento.
Não levou mais de um minuto para que eu percebesse que, assim como o sofrimento, é a paixão que traz a alegria, a esperança, os sonhos e muito menos os mais puros- mesmo que fragmentados- momentos de felicidade. A conclusão então é simples... A paixão é a semente que germina a vida, trazendo frutos doces e amargos. Só sentiremos o sabor desses frutos, e saberemos se eles valeram a pena se o provarmos.

E eu??? Eu continuo disposta a provar...

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♥MáH♥
Alguém aprendendo a lidar com emoções, sentimentos...alguém aprendendo a viver.
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