topbella

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Pessoas Mornas


Acho que sou uma pessoa morna. E por mais espanto e apedrejamento que isso possa causar, eu assumo? Sim, sou uma pessoa morna.
Explico: tenho percebido um grande orgulho das pessoas em dizer que são intensas, que são " 8 ou 80" e que para elas é tudo ou nada. Pois bem, não sou assim. Entre o 8 e o 80 existem 72 números que eu faço questão de percorrer.
Eu não vou fechar os olhos e ignorar o fato de que cada situação é sempre ímpar, pois sei que é uma particularidade qualquer que pode fazer total diferença. Não vou agredir as pessoas com palavras e ações por não reagirem - ou agirem- como eu quero. Aliás, isso pra mim é falta de educação não intensidade de personalidade.
Não vou me doar a um único gosto e jamais me permitir experimentar outra coisa, assim como não vou experimentar tudo que aparecer por puro amor ao que eu já gosto. Não vou mergulhar de cabeça em numa relação de estrutura ainda frágil e correr o risco dela se desfazer com uma brisa qualquer. Sim, sou morna.
Não vou migrar para um lugar desconhecido, sem ter o mínimo de informação e tentar a sorte. Isso pra mim é insanidade não intensidade.
Não vou calcular todos os riscos de um projeto, mas também não vou entrar em nada sem ao menos pesar os prós e contras mais concretos. Não vou deixar de aposentar um plano só porque prometi que o iria concluir. Não viveria uma vida de festas e badalação todos os dias se pudesse, pelo simples prazer da tranqüilidade de uma noite de sono. Mas também não me trancaria em casa e assassinaria qualquer vestígio de vida social.
Enfim, sou uma pessoa morna. Talvez as pessoas mornas sejam menos ou mais felizes. Talvez as pessoas mornas sejam apenas centradas e equilibradas ou talvez não saibam o lado bom da vida. Tudo bem... Mas prefiro acreditar que pessoas mornas assim como eu, são apenas realistas e com uma bagagem de vida (apesar de curta) que deixou algumas lições.
E sabe aquela história de copo meio cheio ou meio vazio? Pois bem, pra mim ele não está nem uma coisa nem outra. Apenas está pela metade.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Rasgando o Diploma

 

Tenho me perguntado muito para que eu tenho um diploma. Para que? E o fato de não ser a unica com o problema não me consola nem um pouco, pelo contrário, me frustra de uma forma indescritível. 

Não sei o número de vezes que falei que deveria rasgar o diploma, não sei quantas vezes falei que deveria abandonar a pedagogia e com o passar dos dias, cada vez vejo esse abandono mais próximo. O governo faz propagandas na TV incentivando os jovens a serem professores, mas não se preocupa em valorizar os que  seguiram a carreira. Um trabalho árduo, cansativo e múltiplo, pois querendo ou não mesmo que seja por alguns minutos você se tornará mãe, babá, psicóloga, exemplo.

Mas não é isso que me frustra.
O que me incomoda é saber que fui uma das melhores alunas da minha turma, ter feito a melhor monografia da escola de educação da instituição, ter apresentado a monografia num simpósio com os trabalhos mais relevantes de cada área e mesmo assim  estar desempregada.
O que me incomoda é ver que aqueles alunos que estudaram comigo e que não tinham um desenvolvimento muito bom estão empregados, não por mérito mas por indicação. Aqueles mesmos alunos que prestaram concurso comigo e nem chegaram aos 50% de aproveitamento estão empregados porque possuem parentes ou contatos influentes, politicamente falando. 
Tenho acessos de fúria cada vez que lembro de como a minha cidade ainda reina o Coronelismo, não só no poder público mas nos privados. Por que sim, eu já tentei a área privada e não apenas como pedagoga mas como recepcionista, vendedora e afins. A vaga? Fica com quem o Senhor Fulano de Tal indicar.

E sim, já trabalhei por indicação mas me recusei a freqüentar reuniões do partido, a pedir voto pra fulaninho e acabei perdendo a vaga. Parece que a qualidade do seu trabalho é bem menos importante do que a quantidade de fotos que você pode conseguir. 
Daí a vontade de rasgar o diploma, porque até agora eu não consegui nada de bom com ele. E tenho acreditado no tal do destino... Essa não deve ser a minha praia e ser boa não é sinal de nada. Porque eu sei sou boa, posso não ser a melhor com minha pouca experiência, mas sei que sou boa e talvez isso não baste.

E o governo te convida para ser um professor. Seja...

Encare um conscurso com 4.911 concorrentes para apenas 90 vagas numa cidade que nem é a sua.
Fuja para cidade grande se assim como eu, você pertencer a uma cidade do interior onde o seu sobrenome e o seu voto grita mais alto do que sua competência.
Gaste suas horas vagas pesquisando e preparando suas aulas e no final do mês espante-se com o seu salário.
Seja um pedagogo... talvez você tenha mais sorte do que eu.

terça-feira, 15 de março de 2011

Adote



Entediado, chateado, esperando algo acontecer... Talvez adotar seja uma boa alternativa. Adote!
Adote um livro que te fala companhia num dia qualquer. Ficção, romance, drama, biografia. Tudo é válido, então adote!
Ou adote uma companhia viva que te traga afeto. Uma companhia canina, felina ou uma simples rosa que mereça seus cuidados. Adote uma música que te ele o astral, um sabor especial ou uma série de tv que você não conseguiu assistir.
Adote quem receba de bom grato um pouco do seu tempo, sua bagagem de vida... Adote um horário na sua agenda lotada para ligar para quem já desistiu de esperar sua ligação. Adote!
Adote um aroma preferido para um banho quente num dia ruim, uma mantra para momentos de tensão ou um objeto de estudo que chame sua atenção.
Adote uma filosofia de vida ou quem sabe uma religião... adote um passeio na praia, ou no campo talvez.
Adote uma nova cor de camisa, um novo penteado, uma nova atitude perante a vida. Se puder, adote uma vida! Há tantas lá fora precisando quem sabe de pessoas como você...
Seja qual for a opção escolhida adote!
Quem sabe suas adoções não sejam um caminho para que a felicidade venha e adote você.
Adote!



sexta-feira, 4 de março de 2011

Caçadora de lantejoulas


Carnaval na década de 90 e tudo que aquela garotinha precisava era de uma caixinha de fósforo vazia. Não queria fantasia, não queria máscaras, não queria purpurina. Apenas uma caixinha de fósforo vazia. Era lá que ela guardaria todas as lantejoulas que encontrasse pelo bairro a tarde.
Não pela manhã, não pela noite... somente a tarde.
Era poderia simplesmente pedir que sua mãe comprasse lantejoulas para ela, mas não seria o mesmo. Não haveria o gosto da caça, a diversidade dos tamanhos e cores. Não haveriam as conversas informais e despretensiosas entre uma criança e um adulto personificando o que chamam de cumplicidade. 
Tudo que ela queria era que todos se divertissem muito a noite, pulassem e cantassem para que a tarde as ruas estivessem cheias de testemunhas da alegria. Testemunhas de plástico reluzentes. 
Na sua cabecinha de criança o bairro era enorme e talvez ela nunca tenha percebido, naquela época, que tudo que ela percorria em busca de lantejoulas perdidas eram apenas três ou quarto ruas, tempo exato para o sol de por. Depois disso, era abrir a caixinha na cama e deixar que caíssem tolas as lantejoulas douradas, prateadas, azuis, rosas e verdes. Como era difícil uma lantejoula de outra cor! E quando achava estrelinhas, que alegria!!!
E assim passaram os carnavais de 92, 93 e até 94 talvez. Não me recordo bem os anos, embora saiba que do sabor singelo desses carnavais eu jamais irei me esquecer.
Bom carnaval! 

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Tentar

Tento.
Observo.
Tento.
Faço.
Tento.
Apago
Tento… 
Tento…
Tento…
Na esperança de um dia acertar.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A Porta Aberta


A porta se abriu. Eu a abri.
Depois de anos eu senti a necessidade de girar a chave. Eu me tranquei, eu sei. Me acostumei com o quase escuro e a solidão das noites de chuva e fiz dali o meu mundo. 
Mas eu senti a necessidade de abrir a porta. Senti a necessidade de me deixar povoar. 
Os traumas existiram e só agora eu assumo que devido à eles eu senti medo, medo do fim antes mesmo que houvesse um começo. Medo da dor, da repetição.
Mas agora... agora é como se o som lá de fora ficasse cada vez mais alto e convidativo. É como se esse meu mundo individual ficasse pequeno ao mesmo tempo que grande demais só para mim.
Eu ainda não tenho um rumo, não tenho um plano. Ainda não faço idéia que que caminho seguir...Sei que caminharei a passos de formigas e ainda desconfiarei se as pedras não estarão em falso. Talvez eu ainda olhe para trás, talvez eu tenha vontade de voltar... Talvez... 
Tudo ainda é incerto e nebuloso. Mas há algo que eu sei : que a porta se abriu de verdade e chegou a hora de caminhar.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

♫ Então é Natal...


♫ ...Então é Natal... E o que você fez? ♫
Eu amei, sorri, chorei, me decepcionei, perdoei, apaguei, escrevi, abandonei, esbravejei, gargalhei, fingi que não vi, fingi que  não sabia, fingi que entendi, conheci, me escondi, evitei, me perdi, me doei, me neguei...
Entre experiências boas e ruins, sobrevivi. E o que eu desejo de verdade é que tudo sirva para alimentar minhas esperanças de um ano ainda melhor.
Sem muito o que escrever por aqui, reflita você também sobre esse ano de 2010 e deixe-o que ele alimente suas esperanças e o impulsione de dando forças para fazer de 2011 um ano ainda melhor.  
♫ Então bom Natal e Ano novo também! ♫ rs


Beijinhos,
Marcele Millen.

About Me

Minha foto
♥MáH♥
Alguém aprendendo a lidar com emoções, sentimentos...alguém aprendendo a viver.
Ver meu perfil completo