topbella

sábado, 28 de agosto de 2010

O meu homem ideal

 
Desde cedo, nós mulheres começamos a sonhar com o príncipe encantado, aquele que virá num cavalo branco nos levar para morar num lindo castelo. Passa-se a tenra idade, o príncipe encantado vira o homem ideal.
Passei os últimos dias a refletir sobre isso. 
Não sei se é bem o caso de " homem ideal" ou se é apenas o modo como imaginava que seria aquele com quem eu dividiria meus dias - e uso os verbos assim, no futuro do pretérito, por já não acreditar que eu o encontre, não exatamente desse modo - mas sei que esse ser povoou por muito tempo minha ideia de homem ideal.
Nos meus sonhos, esse homem seria alguém culto, já que pessoas inteligentes me envolvem rapidamente e me deixam " babando". Mais que culto, seria cultural. Aquele que freqüenta museus e teatros. Aquele que curte o Brasil.
Meu homem ideal preferiria MPB à música americana que nos chega enlatada, filme nacional às bobagens hollywoodianas . O meu homem ideal gosta de ler...
Na minha cabecinha romântica, o meu homem ideal seria aquele que me traria flores, aquele que preferiria um barzinho com música ao vivo ou um restaurante à uma boate lotadíssima, pediria pizza enquanto assistiríamos um filme.
Também gosta do mar, de viajar, de ter companhias.
O meu homem ideal seria maduro, e isso não possui relação alguma com sua idade.
O meu homem ideal me perguntaria como foi o meu dia e me ouviria, e depois me contaria como foi o seu.
O meu homem ideal não existe. 
Mas se por ventura, força do acaso ou presente dos deuses você conhecer alguém assim, passa meu endereço pra ele, vai que ele está a minha espera né?

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Sombra



  
A sombra que me acompanha é cinza.
A sombra, aquela ali ao lado, é fria, é muda.
Em todos os passos, por todos os dias é ela que está comigo.
A sombra que me acompanha não ri.
Observa e se permite ser observada com cautela e delicadeza
sob luzes externas, mas é sombra.
Sombra e sobra de mim mesma.
E em momentos como os de agora eu sinto
como se só ela me ouvisse. E talvez assim seja.
O meu grito ninguém ouve.
O meu canto não é vivo pra ninguém.
Meu riso, minha dor... o meu eu é meu.
Meu e do meu pedacinho de abstrato vital.
Meu e dela, minha sombra.
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Selinho mega especial que o Chico ( http://blog-chico.blogspot.com/tinha me ofertado, e eu ainda não tinha postado.
Muito grata pelo selo, meu caro. De verdade!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Lembranças




Lembrei dele.  Talvez pelos dias de agosto e de seu aniversário que se aproxima ou talvez pelo tempo frio e chuvoso. Não sei bem o motivo, mas sei que lembrei dele.


Lembrei do medo que eu sentia em esquecer a sua voz e o conforto que ainda sinto em saber que não esqueci. Passeei por alguns cenários familiares que se eternizaram na memória e me indaguei sobre como ele estaria. Será que já terminou a faculdade? Como será que tem vivido... será que tem vivido?
Hoje lembrei dele. Inevitavelmente, lembrei de mim. Lembrei dos meus cabelos castanhos no ombro e da insegurança nos olhos. Olhos vermelhos que mesmo em lágrimas viram ele partir.
Lembrei da ansiedade pelo fim de um sofrimento, das forças que me pareciam tão mínimas e de como eu me achava que tudo seria eterno e de que se fosse assim, eu seria incapaz de resistir.
Algum tempo já se passou, o sentimento mudou e eu resisti. Hoje somos estranhos com um passado em comum, com uma história vivida e divida, mas uma história que já passou. 
E que mesmo assim, depois do ponto final ainda vive, bem aqui nas minhas lembranças. E por viver me fez encontrá-lo e observá-lo em tons de cinza como os de quem relembra uma cena de filme. Um filme que terminou, mas nem por isso deixou de ter existido na sala de cinema, no dvd do quarto, na memória de quem assistiu...
Talvez por isso, hoje eu tenha lembrado dele.

  

terça-feira, 20 de julho de 2010

Simplesmente Amigos...







Há quem diga que sou uma pessoa de muitos amigos. Há também quem diga que minhas relações são superficiais e que na verdade não sou amiga de ninguém.
Eu, particularmente, acho que não tenho as relações de amizades que passam nos cinemas e sei que dificilmente serei lembrada e mencionada numa lista dos três melhores amigos de alguém.
Mas também sei que existem pessoas que confiam em mim de verdade. Pessoas que me confidenciam segredos, que me ligam para contar uma novidade ou apenas para saber porque eu sumi.
Sei de pessoas que se preocupam em querer me alegrar, me surpreender, me visitar. Pessoas que se interessam mesmo nos meus problemas e tentam encontrar uma solução, pessoas que querem mesmo ouvir a minha opinião ou querem desabafar.
Sei de pessoas que me admiram, mesmo conhecendo cada defeito meu, pessoas que gostam da minha presença em alguma reunião e até aquelas que realmente torcem para que eu esteja presente em determinado lugar. Conheço pessoas que não concordam com o meu modo de pensar e agir, e mesmo assim não se afastam de mim só por isso.
Sei de pessoas que querem dividir a vida - ou parte dela- comigo e que as vezes até cobram quando eu não faço o mesmo. Pessoas que gostam de mim, exatamente como eu sou.
Posso não ser a melhor amiga de ninguém, sem problemas. Mas se isso tudo não for sintomas de amizade, eu não sei mais o que poderia ser...
A todas essas pessoas, e a você que veio aqui só pra saber o que eu ando escrevendo... um Feliz Dia Do Amigo!


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Por falar em amigo, ganhei um selinho de um amigo blogueiro. ( Visite-o em http://blog-chico.blogspot.com/ )
Acabei perdendo meus selos quando fui mudar a" roupa" do meu blog e fazia tempos que não recebia um.
E eu amei *-* rs
Segue abaixo o selo, as regrinhas e as indicações.
1- Colocar a imagem do selo no seu blog.

2- Indicar o link do blog que nos indicou.
3- Indicar blogs, para receber o selo
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4- Comentar nos Blogs dos indicados sobre este selo.





Aproveito a data e ofereço o selo as amigas blogueiras:



São blogs que eu adoro!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Saberes




Não sei matemática, física e química. Meu raciocínio lógico-matemático é lento. Não sei outro idioma e pra ser sincera, nem sei usar o meu com perfeição - tropeço no S/Z/ e S/C - . Não sei cantar, não entendo muito de informática, não sei dizer não e não sei dar uma resposta brava pra alguém nas primeiras " alfinetadas" que recebo por aí...
Não sei cozinhar feijão, não sei mexer em photoshop, não sei driblar minha preguiça...
Mas, uma vez uma grande personalidade da educação disse que " não há saber mais nem saber menos. Há saberes diferentes." Seu nome? Paulo Freire.
Por isso, digo que sei me enturmar num ambiente diferente ao meu. Escrevo razoavelmente bem. Sei ouvir, sei cozinhar, sei contar histórias.
Sei preparar uma aula, sei virar criança. Sei fazer minhas unhas, sei me colocar no lugar das pessoas. Sei respeitar e sei falar de bullying com uma certa propriedade no assunto.
Possivelmente não sei de muitas outras coisas - assim como sei de outras também- que não me vem a memória, ou simplesmente não se encaixam nas frases acima. Talvez eu seja uma sábia...
Sabedoria não se limita ao desenvolvimento acadêmico tão valorizado pela maioria de nós. Sabedoria vai além...
E sendo assim, é sábio também aquele agricultor que é capaz de dizer a hora só de olhar pro sol. É sábio também aquele pescador que conhece o caminho exato em meio as águas, a curandeira que conhece a erva milagrosa para algum mal.
É sábio também aquele que cria programas avançados de softwares, aquele que constrói uma casa forte e confortável pondo idéias no papel e aquele que a faz, colocando a mão na massa. É sábio aquele que cria uma música, aquele que a interpreta e aquele que a reconhece como arte.
É sábio aquele que se permite errar e que aceita ser limitado em algum cenário da vida.
No fim, de uma maneira ou de outra somos todos sábios e limitados. Somos sábios, mas somos humanos.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Fêmea Feminina.




Sou uma fêmea feminina. Pode parecer redundância, mas não é...
Há quem seja fêmea e não carregue consigo uma certa sutileza nos gestos, um leve mistério e encanto nos olhos, um singelo charminho na fala. Há quem não divida comigo o mesmo sexo, e seja tão feminino ( ou feminina?) quanto.
Ser feminina independe da preferência sexual, você apenas é. Eu sou.
E foi observando algumas semelhanças e diferenças entre algumas amigas e eu que esse post nasceu. Eu sou rosa, ela é vermelho, pensei eu. Eu sou meiga ela é avassaladora. Sou mais menina, ela mais mulher, mais amor e ela mais sexo...
Não que nenhuma de nós tenhamos esses momentos, não que nenhuma delas não possa ser meiga, não que eu não possa ser mais mulher que menina, falo aqui de essência. Em essência, tenho um forte apelo feminino, enquanto algumas tem um apelo sexual, intelectual, esportivo...
Já eu sou a típica mulher,que faz as típicas "coisas de mulherzinha": Não saio sem uma máscara de cílios ( prefiro ela ao batom), gosto de salto, gosto de rosa.
Não xingo, sento de pernas fechadas, não fumo, não bebo a ponto de me fazer percebida só pela bebida. Não passo por um espelho sem parar pra ajeitar alguma detalhe no visual, não saio de casa despenteada, adoro vestidos, sou fresca por natureza.
Isso não faz de mim mais correta do que ninguém. Não faz de mim melhor do que a amiga que sobe em árvore, que luta boxe, que usa tênis... isso faz de mim algo que ninguém pode mudar: faz de mim, eu mesma.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Falando Bullying - Parte I


Tenho observado, para meu deleite, um grande movimento por parte da mídia em torno de uma temática que muito me atrai: bullying. Novos livros estão sendo lançados, episódios em séries “ de peso” como Lie to me, entrevistas no programa do Jô e um engajamento do Programas Altas Horas ilustram esse interesse no tema.

Em suma, falar de bullying está na moda.

E justamente por ser uma nova tendência, alguns importantes pontos precisam ser muito bem “ alinhavados”, revistos, discutidos e analisados. Tendo eu uma pequena propriedade no assunto, resolvi falar um pouquinho também.

Antes de tudo, é preciso definir o fenômeno que estamos tratando. Bullying é o conjunto de agressões físicas, verbais e morais expressas por meio de insultos, zombarias,, intimidação e até mesmo violência física sofridos por aquele que, de alguma forma apresenta características que destoam de um padrão pré-definido da maioria. Para se caracterizar como bullying, essas agressões precisam acontecer de modo sistemático e com o intuito de humilhar e constranger a vítima.

Essa definição básica me parece bastante pertinente, já que sob o efeito do entusiasmo com a nova palavra, percebo muita gente confundindo um comentário infeliz, uma brincadeira boba ou uma gafe com bullying. A diferença está na intenção e repetição do fato. Usar desses comentários que me violentam para me agredir, me insultar e me fazer parecer inferior sempre que possível, é bullying. Cometer uma gafe, uma fala infeliz e nunca mais a repetir justamente para não violentar minha moral e psíquico não é bullying. Percebo que estamos entrando numa " paranóia de 8 ou 80" sem necessidade.

Bullying não é brincadeira, é agressão. E sinceramente não acho que a linha que separa uma coisa da outra seja tão tênue assim. Acho que esse é um ponto primordial nessa discussão toda e que merece uma certa reflexão. Entender bem do que estamos tratando pode fazer toda diferença. Ainda existe muito a ser falado, debatido. Talvez eu volte com a parte II, parte III... ou talvez não.

O importante é não fecharmos os olhos para essa prática, não nos calarmos.



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♥MáH♥
Alguém aprendendo a lidar com emoções, sentimentos...alguém aprendendo a viver.
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